O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Stº António, agastado com a demora na prestação de tratamentos oftalmológicos aos seus munícipes, decidiu celebrar um protocolo com Cuba para – a troco de 50 mil euros anuais a aplicar em obras de reconstrução no País- os doentes serem tratados e operados em Cuba.
Não falta quem aplauda e quem critique a iniciativa , mas creio que muitas das críticas são ciumeira do PC e do PS que já presidiram a autarquia e não se lembraram da ideia.
Não deixa de ser bizarro que tenha sido um autarca eleito por um partido que não perde qualquer oportunidade para desancar no regime de Fidel (PSD) a tomar esta decisão.
Cuba é, desde há uns anos, um dos destinos de férias privilegiados pelos portugueses que normalmente vêm de lá “impressionados com a miséria” e muito “agastados com o regime político”.
Se já se riram tudo, continuem a ler...
Por muito mal que se diga de Cuba, é imperioso reconhecer que está avançadíssima em relação a nós, na área da Saúde . O apoio de Cuba a países terceiros, nesta área, tornou-se vulgar, mas que eu saiba não haverá outros países do Clube dos Ricos ( no qual grotescamente nos incluímos, apesar das permanentes ameaças de podermos descer de divisão) a recorrerem oficialmente aos serviços de saúde cubanos. Pessoalmente, saúdo a iniciativa do Presidente de VRSA.
Dizem-me que o Ministro Correia de Campos criticou a decisão e aproveitou para dar mais umas bicadas nos médicos. Se é verdade, lamento... pois se vivesse no Algarve e tivesse problemas de saúde que tardavam em ser resolvidos cá, muito grato ficaria ao autarca que teve esta ideia. É que, apesar dos impostos que pagamos, dos descontos que fazemos, etc,etc, etc,... continuamos a estar mal servidos na área da saúde. A culpa não pode ser assacada exclusivamente ao Governo ( talvez seja mesmo quem, no meio de toda a embrulhada que é o negócio da saúde, tenha menos responsabilidades), mas como todos temos direito a ser devidamente assistidos quando a doença nos bate à porta e é ao Governo que pagamos os impostos, é natural que lhe peçamos responsabilidades.