Muito antes de começar a ser comercializado, já o i-phone andava nas bocas do mundo. Onze mil artigos foram escritos e 69 milhões de buscas foram efectuadas no Google, antes de o ícone que serve de guia à geração i-phone se dar a conhecer ao público.
Passados uns meses, já se fala na geração i-phod. Caracteriza-se por não decidir nada sem antes recorrer ao astrólogo, ao cartomante, ao quiromante, ao psicólogo, ao psiquiatra ou a qualquer outra personagem esotérica. O nome foi atribuído por um conjunto de decisores que, cansados de tanta indecisão, um dia se interrogaram : i-phod, ou precisa de livro de instruções?
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Velhos enganados
Ai os velhinhos, tão engraçados,
tecem a avareza mui descuidados
São sobejamente conhecidos os casos de vigaristas que exploram a credulidade dos velhotes ( embirro com a palavra idosos). Usando o estafado conto do vigário, conseguem extorquir-lhes dinheiro recorrendo a variados estratagemas. Todos temos muita pena destes “velhinhos” que, esquecidos e isolados no interior, estão sujeitos à estratégia dos oportunistas. Talvez poucos, porém, se dêem conta que na base destes contos do vigário estão muitas promessas de enriquecimento fácil que os velhotes aceitam na mira de engordar a sua conta bancária que pretendem deixar aos descendentes. E quando assim é....para bom entendedor, meia palavra basta...
tecem a avareza mui descuidados
São sobejamente conhecidos os casos de vigaristas que exploram a credulidade dos velhotes ( embirro com a palavra idosos). Usando o estafado conto do vigário, conseguem extorquir-lhes dinheiro recorrendo a variados estratagemas. Todos temos muita pena destes “velhinhos” que, esquecidos e isolados no interior, estão sujeitos à estratégia dos oportunistas. Talvez poucos, porém, se dêem conta que na base destes contos do vigário estão muitas promessas de enriquecimento fácil que os velhotes aceitam na mira de engordar a sua conta bancária que pretendem deixar aos descendentes. E quando assim é....para bom entendedor, meia palavra basta...
e-government, snhores, é government!
A coordenadora do projecto de investigação do governo electrónico na Europa, Madeleine Thiel veio a Lisboa anunciar que Portugal está nos primeiros lugares do ranking europeu do e-government ( acesso a serviços do Governo através da Internet). Só a Áustria e Malta nos ultrapassam no item disponibilidade e estes mesmos dois países e a Eslovénia conseguem ser mais sofisticados do que nós. Uma boa notícia para os cidadãos portugueses que têm acesso à Internet. Pena que estejamos na segunda metade da tabela, quando se fala de número de cidadãos com acesso à Internet a partir de casa. São as contingências do mundo virtual!
Táxis e taxistas do futuro
Ontem, estive a assistir à apresentação do “táxi do futuro”. A princípio pensei que se tratava de um táxi voador, por isso fiquei um pouco desconcertado ao constatar que afinal não é mais do que um mimo de novas tecnologias( ideal para viagens entre a Cova da Moura e a Pedreira dos Húngaros, ou entre as Galinheiras e Monte Abraão), onde para além do computador com acesso à Internet é disponibilizada uma vasta gama de serviços de “terceira geração”.
Mais do que um meio de transporte, o “táxi do futuro” é um escritório em movimento.
Uma inovação que me cria preocupações de vária ordem. Por um lado, saber se o taxista do futuro se irá coadunar com este impacto tecnológico. Se assim for, o taxista deixará de ser aquele gajo que opina sobre tudo ( desde as mamas da Dolly Partnon até à descoberta da vacina contra o cancro), tem soluções para tudo ( desde o trânsito até aos problemas da saúde e da economia, seja ela nacional ou internacional) e que nos azucrina os ouvidos com os seus protestos constantes contra tudo o que “mexe” à sua volta, não nos deixando ler o jornal em paz. É claro que há sempre a possibilidade de o taxista do futuro ter um blog a que o passageiro acede durante a viagem, com a possibilidade de fazer comentários durante o percurso. Mas, convenhamos, não é a mesma coisa!
Por outro lado, preocupa-me que o táxi do futuro seja um escritório ambulante. Se já nem numa viagem de táxi as pessoas vão poder parar um bocadinho para pensar, caso tenham a felicidade de encontrar um taxista de poucas falas, onde é que o vão fazer? Durante o duche matinal? Todos sabemos que a essa hora os pensamentos são pouco lúcidos, por isso é melhor arranjar outra alternativa.
Houve apenas uma coisa que me devolveu algum sossego. Foi um senhor engravatado que afirmou peremptoriamente que o “táxi do futuro” se destina a longos percursos e a “executivos”. Ainda bem! Poderei continuar a fazer o percurso entre a Cova da Moura e a Pedreira dos Húngaros “com toda a“tranquilidade”.
Mais do que um meio de transporte, o “táxi do futuro” é um escritório em movimento.
Uma inovação que me cria preocupações de vária ordem. Por um lado, saber se o taxista do futuro se irá coadunar com este impacto tecnológico. Se assim for, o taxista deixará de ser aquele gajo que opina sobre tudo ( desde as mamas da Dolly Partnon até à descoberta da vacina contra o cancro), tem soluções para tudo ( desde o trânsito até aos problemas da saúde e da economia, seja ela nacional ou internacional) e que nos azucrina os ouvidos com os seus protestos constantes contra tudo o que “mexe” à sua volta, não nos deixando ler o jornal em paz. É claro que há sempre a possibilidade de o taxista do futuro ter um blog a que o passageiro acede durante a viagem, com a possibilidade de fazer comentários durante o percurso. Mas, convenhamos, não é a mesma coisa!
Por outro lado, preocupa-me que o táxi do futuro seja um escritório ambulante. Se já nem numa viagem de táxi as pessoas vão poder parar um bocadinho para pensar, caso tenham a felicidade de encontrar um taxista de poucas falas, onde é que o vão fazer? Durante o duche matinal? Todos sabemos que a essa hora os pensamentos são pouco lúcidos, por isso é melhor arranjar outra alternativa.
Houve apenas uma coisa que me devolveu algum sossego. Foi um senhor engravatado que afirmou peremptoriamente que o “táxi do futuro” se destina a longos percursos e a “executivos”. Ainda bem! Poderei continuar a fazer o percurso entre a Cova da Moura e a Pedreira dos Húngaros “com toda a“tranquilidade”.
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