A Associação Nacional de Farmácias vai lançar, em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, um cartão de crédito que permite acumular pontos na compra de medicamentos que não estejam sujeitos a receita médica, os quais poderão posteriormente ser reconvertidos em descontos. Haverá gente que considere isto uma boa ideia. Para mim, é uma demonstração clara de que anda toda a gente a brincar com a saúde, tendo-se perdido qualquer pudor em gozar com os consumidores.
Não tardará muito que as farmácias façam promoções do estilo “Leve 2 caixas de Aspirina e oferecemos-lhe uma embalagem de Kleenex”, ou ofereçam brindes por cada 100 € de compras!
Já não há pachorra para os desvarios da concorrência e dos mercados liberalizados. Entrámos, definitivamente, na era da incontinência no concernente às práticas comerciais.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
SCOLARI:"the never ending story..."
No Europeu 2004, de triste memória, as derrotas com a Grécia só foram possíveis porque Scolari é teimoso e arrogante. Nunca me passou pela cabeça, porém, que um dia iria ver Scolari a agredir um jogador adversário. Já não me admira tanto que o tivesse feito e agora negue, mesmo perante a evidência das câmaras.
Vi em Alvalade, com a mesma clareza com que de imediato detectei o golo irregular dos sérvios, a atitude inqualificável do seleccionador nacional. Em ambas as situações não tive direito a replay, mas não me ficaram quaisquer dúvidas.
Nunca gostei de Scolari. A sua arrogância, aliada a erros tácticos clamorosos e a um critério de convocações no mínimo “bizarro”, foram apenas algumas das razões que me levaram a nunca alinhar no coro de elogios que a imprensa desportiva montou à sua volta. Estou por isso à vontade para o criticar e dizer , uma vez mais, “BASTA!”. Outros, que a cegueira clubística ou um lugar à mesa do orçamento da FPF ( ainda que só para apanhar umas migalhas...) impediram de analisar friamente o trabalho de Scolari, não terão tanta legitimidade para o fazer. Foi apesar de tudo, sem grande surpresa, que assisti à demarcação estratégica que alguns dos eternos “yes men” de Scolari começaram a fazer desde o empate na Arménia. Ontem, perderam a compostura e alguns já pedem mesmo a sua demissão. Quando os naufrágios se anunciam, há gente que se comporta desta maneira e se coloca de imediato em posição de entrar no primeiro salva-vidas.
O próximo treinador passará a ser, para os defensores de Scolari até há alguns dias, o treinador que já há muito deveria estar à frente da selecção nacional.
Quanto a Scolari, para sair com alguma nobreza de toda esta situação, apenas lhe resta pedir a demissão. Duvido, no entanto, que o faça.
Vi em Alvalade, com a mesma clareza com que de imediato detectei o golo irregular dos sérvios, a atitude inqualificável do seleccionador nacional. Em ambas as situações não tive direito a replay, mas não me ficaram quaisquer dúvidas.
Nunca gostei de Scolari. A sua arrogância, aliada a erros tácticos clamorosos e a um critério de convocações no mínimo “bizarro”, foram apenas algumas das razões que me levaram a nunca alinhar no coro de elogios que a imprensa desportiva montou à sua volta. Estou por isso à vontade para o criticar e dizer , uma vez mais, “BASTA!”. Outros, que a cegueira clubística ou um lugar à mesa do orçamento da FPF ( ainda que só para apanhar umas migalhas...) impediram de analisar friamente o trabalho de Scolari, não terão tanta legitimidade para o fazer. Foi apesar de tudo, sem grande surpresa, que assisti à demarcação estratégica que alguns dos eternos “yes men” de Scolari começaram a fazer desde o empate na Arménia. Ontem, perderam a compostura e alguns já pedem mesmo a sua demissão. Quando os naufrágios se anunciam, há gente que se comporta desta maneira e se coloca de imediato em posição de entrar no primeiro salva-vidas.
O próximo treinador passará a ser, para os defensores de Scolari até há alguns dias, o treinador que já há muito deveria estar à frente da selecção nacional.
Quanto a Scolari, para sair com alguma nobreza de toda esta situação, apenas lhe resta pedir a demissão. Duvido, no entanto, que o faça.
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