quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Novas oportunidades

Um indivíduo que acabara de ser acusado da prática de 30 roubos, foi mandado para casa pelo juíz , sujeito a “termo de identidade e residência”. Assim que se apanhou fora do Tribunal decidiu roubar uma motoreta , foi apanhado e ficou em prisão preventiva.
Do mal o menos... Há dias, um juiz mandou para casa um indivíduo que tentou alvejar a tiro o Presidente da Câmara de Tarouca. Foi sorte não ter tentado repetir a proeza.
Pelo sim, pelo não, talvez fosse boa ideia o Governo alargar o programa “Novas Oportunidades” aos juízes, já que em relação aos reclusos, ele está perfeitamente implantado.

Diferentes, até na morte?

Quando alguém anónimo morre num acidente, os media normalmente assinalam o facto referindo-se a “um homem ou uma mulher que faleceu...” Ontem, porém, a TVI referia-se a uma morte em Peniche, resultante de um acidente de trabalho, nestes termos:
Uma engenheira morreu numa ETAR em Peniche...”
Eu sei que normalmente, em acidentes de trabalho em Portugal, só estamos habituados a ouvir falar da morte de trabalhadores indiferenciados, a maioria das vezes imigrantes que vêm em procura de melhores condições de vida e acabam por deixar enterrados os seus sonhos num qualquer estaleiro de auto-estrada. Mas, pelo facto de não ser habitual morrerem licenciados em acidentes de trabalho, justifica-se que se comece a notícia assim? A mim, parece-me que não, mas se calhar estou enganado!

Como nasce este blog


Numa tarde de Setembro refugiei-me num rochedo a olhar o mar do Guincho. Foi a necessidade de curtir mágoas por uma namorada que se despedira ou fora roubada, pouco importa, que me levou até lá. Contemplar aquelas águas azul-turquesa devolveu-me a tranquilidade. Foi há muitos anos, mas desde esse dia tomei aquele rochedo como meu. Voltei lá com frequência. Primeiro com um caderninho de apontamentos, depois com o portátil, tão anódino e desinteressante como uma folha de papel em branco, sobre os joelhos .
Foi ali, a olhar o imenso mar azul, que nasceram centanas de crónicas, muitas das quais nunca viram a luz do dia.
Hoje, sentado no meu rochedo habitual, sem papel nem computador, senti vontade de cumprir uma vez mais o destino e partir à descoberta de uma nova experiência: navegar sozinho no espaço virtual.
Este blog será o meu novo rochedo. Sem mar, sem pôr do sol, nem linha de horizonte como fundo
Aqui haverá espaço para reflectir sobre tudo. Sem dia nem hora marcada. Sem temas pré-definidos. Apenas com a vontade de comunicar através da escrita.