- Não fazes greve?
- Faço...
- Então que estás a fazer no teu posto de trabalho às onze da manhã?
- Aâããh...aããh... estou aqui mas hoje não faço nada
- Mas não é isso que fazes todos os dias?
- Não sejas parvo, Papalagui! Bem me parecia que és um tipo de direita. Com esse discurso...
- Mas o Alberto João Jardim não é de direita?
- É
- Então porque é que ele apoia a greve?
- Demagogia, demagogia
- Mas tu és de esquerda...
- Claro que sou!!! Desde pequenino...
- E só a esquerda é que faz greve?
- Normalmente sim
- Estranho... pensei que a greve interessava a todos, quer fossem de direita ou de esquerda
- Não, a malta de direita acha que a greve é uma questão política
- Então estás a fazer greve, mas estás aqui porquê?
- Já te disse, estou aqui mas não estou a trabalhar
- Vã lá, não sejas mentiroso. Não fizeste greve, pois não?
- Estás tão impertinente, Papalagui!
- Desculpa lá, mas é que não sabia que se podia fazer greve assim. Pensava que quem fazia greve não vinha ao serviço.
- Pois...
- Então não fizeste greve, confessa!
- Pronto, está bem. Não fiz greve. E depois?
- Pensei que ias fazer, pois já te ouvi muitas vezes criticar o Governo e dizer que está a prejudicar os funcionários públicos .
- E é verdade....
- Então porque não fizeste greve?
- Que chato! Não fiz greve porque preciso do dinheiro, pronto! Estás satisfeito?
- E quem faz greve não precisa?
- Sei lá! Pergunta-lhes...
- Esperas que o Governo aumente os salários depois desta greve?
- Espero bem que sim!
- Mas mesmo assim não fizeste greve. Concerteza que estás à espera de beneficiar da luta dos outros sem perderes um dia do teu salário...
- Claro!
- Que oportunistas que são os portugueses!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
A escalada de Putin
Quando caiu o muro de Berlim e o império soviético se esboroou , vítima das suas contradições, as beatas entraram em transe, organizaram vigílias e, com espírito ecuménico, pediram aos párocos que organizassem romagens a Fátima, para agradecer à Virgem o fim do comunismo e a conversão da Rússia.
Cerca de 20 anos depois ter-se-ão acabado os Gulags, mas a Rússia está longe de ser um exemplo para os democratas. Putin não admite críticas ao seu Governo e por isso manda prender quem manifeste a sua oposição nas ruas. No sábado Kasparov foi outra vez parar ao xadrez, onde permaneceu até há poucas horas.
Putin – já não tenho dúvidas – está apostado em revitalizar os regimes de mão dura na Rússia e vai lançando avisos e ameaças sucessivas ao Ocidente.
O aumento da instabilidade interna, as perseguições aos seus opositores, o desaparecimento envolto em muita névoa de figuras da cena política russa, ( algumas gravitando em torno do poder, e outras que se lhe opunham) e as alianças com milionários “fastfood” como Abramovich, são avisos preocupantes que indiciam o regresso aos tempos da “Guerra Fria”
Já há meses, no AlemdoBojador, manifestava o meio receio quanto ao futuro das relações entre a Rússia, a União Europeia e os Estados Unidos, até porque em alguns países que gravitaram na órbita de Moscovo no pós guerra e hoje integram a UE, há um recrudescer de insatisfação e manifestações, cada vez menos veladas, de um certo saudosismo do passado.
De forma nem sempre perceptível, o conflito tem-se vindo a agravar, constituindo uma ameaça para a Paz que, em minha opinião, pode ser mais perversa e real do que as ameaças terroristas da Al-Qaeda. E a razão é simples. Putin é cada vez mais contestado na Rússia e precisa de falar para o exterior de forma a que o seu discurso seja ouvido internamente numa espécie de ricochete mediático que os titulares do Poder, quando se sentem isolados, muito apreciam.
Bush deu-lhe um bom pretexto ao pretender implantar na Europa o “escudo celestial” anti-mísseis. A Europa acolheu bem a ideia e Putin, acossado, sentiu necessidade de “falar grosso”. Entre umas lágrimas diante das focas do Oceanário e um sorriso para a fotografia, vai lançando algumas ameaças que só agora a Europa começa a levar a sério. E é bom que o faça, pois no que concerne a direitos humanos na Rússia estamos conversados. A História, seja no tempo dos czares, durante o perverso regime comunista ou na actualidade, está prenhe de exemplos pouco encomiásticos para a “Grande Nação Russa”.
Fico curioso para saber como reagirá Europa se Putin se fizer eleger novamente, driblando a Constituição numa golpada ao estilo de Hugo Chavez
Tiepolo e as estratégias de marketing
Vai hoje a leilão o quadro de Tiepolo ( “O Enterro do Senhor") , obra em vias de classificação e que, por isso, não poderá sair do País.
A promoção do quadro tem sido feita através de uma campanha de marketing que faz lembrar a da Colecção Berardo a quem o Governo português, depois de aturadas negociações, entendeu conceder o espaço do CCB- seguida de uma mais que provável aquisição de toda a colecção.
A estratégia desta vez parece não estar a surtir os efeitos desejados, a avaliar pelo “apelo” desesperado de Clara Ferreira Marques.
A promoção do quadro tem sido feita através de uma campanha de marketing que faz lembrar a da Colecção Berardo a quem o Governo português, depois de aturadas negociações, entendeu conceder o espaço do CCB- seguida de uma mais que provável aquisição de toda a colecção.
A estratégia desta vez parece não estar a surtir os efeitos desejados, a avaliar pelo “apelo” desesperado de Clara Ferreira Marques.
Há coisas fantásticas, não há?
Só os mais distraídos não terão torcido o nariz, ou esboçado um sorriso, quando Ramos Horta anunciou que gostaria de propôr o nome de Durão Barroso para Nobel da Paz. O actual presidente timorense ou tem memória curta- por isso esqueceu a posição de Durão em relação a Timor - ou considera de somenos importância o facto de o ex-primeiro ministro português ter sido o anfitrião de uma cimeira onde Bush, Blair e Aznar decidiram invadir o Iraque, lançando o país numa sangrenta guerra civil e incendiando a região.As coisas ficam mais claras, porém, quando se fica a saber que Ramos Horta, depois de ter interferido nas decisões da justiça timorense, anulando a decisão de um juíz, o mimoseou com o epíteto de “colonialista.
É caso para dizer que se as regras do desporto em relação ao doping se aplicassem ao Prémio Nobel, certamente que Ramos Horta teria que devolver o seu Prémio Nobel da Paz
Razões que tornam o mundo injusto (5)
O fosso entre ricos e pobres continua a aumentar. Enquanto milhões de pessoas morrem de fome, há quem pague 17 mil euros por uma sobremesa!
Postais da China 4- Uma ideia original...
Apesar de ainda haver muitas bicicletas a circular em Pequim, os automóveis e as motorizadas vão ganhando cada vez mais espaço.Hoje em dia, em Pequim, há mais de três milhões de automóveis ( muitos deles topo de gama) em circulação e o trânsito é, por vezes, caótico. Um acidente agrava de tal forma a situação, que as autoridades locais foram obrigadas a tomar decisões drásticas.
Assim, no caso de pequenos acidentes, os automobilistas não podem parar, caso contrário são multados por estarem a interromper o trânsito.
O objectivo – asseguram- é tornar os condutores mais responsáveis, evitando os pequenos “toques”, pois sabendo que a multa é pesada no caso de pararem para discutir, acabam por assumir cada um os seus prejuízos. Um paraíso para as seguradoras!
Curioso, também, é o número de automóveis a circularem sem matrícula, para evitarem o controlo dos radares por excesso de velocidade. Claro que de vez em quando são apanhados, mas ao que me afiançou uma condutora, como é fácil subornar a polícia, “ o crime compensa”.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Razões que tornam o mundo injusto (4)
A falta de tempo dos países ocidentais para discutirem a questão dos Direitos Humanos qundo reúnem com as autoridades chinesas
Legislemos as mamas, então!
Os eurocratas que já nos retiraram do prato os “jaquinzinhos”, o queijo da serra artesanal e uma série de minudências gastronómicas que me alegravam os repastos, parecem querer tirar-nos outras alegrias. Vai daí, reúniram-se algures para discutirem a sua próxima incursão legislativa. Ao que presumo,em função do tema, a discussão deve ter sido acalorada, mas pouco produtiva. Incapazes de legislar sobre a licença de uso e porte de arma, sobre drogas, ou qualquer outra matéria de real interesse para os europeus, seguiram o conselho de um qualquer Comissário e fizeram verter a sua argúcia regulamentatória sobre os predicados femininos.
Legislemos as mamas! – acordaram em uníssono ( e presumo que por aclamação...) os eurocratas de Bruxelas.
Valha-nos que, POR AGORA(!) ainda não decidiram regulamentar o tamanho, mas apenas as regras dos implantes, que ficam proibidos a menores de 18 anos. No entanto, as jovens que se sintam descontentes com o tamanho das ditas, podem afogar as suas mágoas em noites de bebedeira, porque o consumo de álcool só é proibido antes dos 14 anos ( e mesmo assim, pelo que é possível ver em Portugal, qualquer criança de 10 anos pode apanhar boas bebedeiras em locais licenciados, desde que não o faça depois da meia –noite...) O que vale aos homens é que, POR AGORA(!) estão em maioria nos centros decisórios da UE, pelo que não é de esperar que algum se lembre de regulamentar o tamanho dos pénis! Em causa está a democracia europeia, caramba!
Legislemos as mamas! – acordaram em uníssono ( e presumo que por aclamação...) os eurocratas de Bruxelas.
Valha-nos que, POR AGORA(!) ainda não decidiram regulamentar o tamanho, mas apenas as regras dos implantes, que ficam proibidos a menores de 18 anos. No entanto, as jovens que se sintam descontentes com o tamanho das ditas, podem afogar as suas mágoas em noites de bebedeira, porque o consumo de álcool só é proibido antes dos 14 anos ( e mesmo assim, pelo que é possível ver em Portugal, qualquer criança de 10 anos pode apanhar boas bebedeiras em locais licenciados, desde que não o faça depois da meia –noite...) O que vale aos homens é que, POR AGORA(!) estão em maioria nos centros decisórios da UE, pelo que não é de esperar que algum se lembre de regulamentar o tamanho dos pénis! Em causa está a democracia europeia, caramba!
Razões que tornam o mundo injusto(3)
A maior parte das reservas de sementes a nível mundial é controlada por 20 multinacionais que detêm também 90 por cento da comercialização de pesticidas.
Maçaricos e patos-bravos- Parte II
Ontem, a convite de Paulo Portas, o coordenador do estudo da CIP sobre a localização do futuro aeroporto foi almoçar ao Caldas e defender a sua dama de Alcochete. Nada de anormal, que cada um defenda os seus interesses. Apenas se exige que os defenda de forma clara, inteligente e persuasiva.
José Manuel Viegas – muito dotado para a ironia – não conseguiu, porém, preencher nenhum desses requisitos. Ao admitir que os maçaricos de bico direito são um problema, mas pode ser torneado “ com a deslocalização dos arrozais”.
JMV não só escamoteou a outra parte do problema, como demonstrou ter péssimos conhecimentos de agricultura. Talvez um dia destes se aperceba da necessidade dos arrozais e venha propôr que, dada a inviabilidade da mudança, se opte pelo “ arroz transgénico”!
José Manuel Viegas – muito dotado para a ironia – não conseguiu, porém, preencher nenhum desses requisitos. Ao admitir que os maçaricos de bico direito são um problema, mas pode ser torneado “ com a deslocalização dos arrozais”.
JMV não só escamoteou a outra parte do problema, como demonstrou ter péssimos conhecimentos de agricultura. Talvez um dia destes se aperceba da necessidade dos arrozais e venha propôr que, dada a inviabilidade da mudança, se opte pelo “ arroz transgénico”!
Postais da China 3 - Cantão

Nos anos 70, demorava-se um dia para ir de Zuhai a Cantão. Hoje em dia vai-se em duas horas num transporte público ( autocarro). No próximo ano- disseram-me – o combóio Bala fará o percurso ( cerca de 150 quilómetros) em 20 minutos!
Cantão é um espelho da nova China. A cidade, outrora suja e poeirenta, onde hordas de chineses cavalgavam bicicletas “ pasteleiras”, é hoje uma cidade arejada, verde e florida, de avenidas largas e edifícios modernos. Centro nevrálgico da indústria chinesa, ali se celebram diariamente muitos negócios entre empresários ocidentais e chineses. O frenesim é constante e, à medida que as bicicletas foram sendo substituídas por motoretas e automóveis, a poluição motorizada agravou os problemas ambientais resultantes da indústria. Numa cidade de 12 milhões de habitantes, pode dizer-se que um milhão de automóveis a circular não é demasiado, mas o mesmo não se pode dizer dos milhões de motoretas na cidade.
Daí que o governo local não tenha estado com meias medidas e tenha proibido a circulação das motos-táxis. Haverá no entanto ainda muito a fazer – começando pela reconversão de indústrias obsoletas – para que o ar em Cantão se torne respirável.
O nível de vida também subiu muito em Cantão nos últimos anos, passando o ordenado mínimo na indústria,de 80 para 150 euros mensais. Os trabalhadores conquistaram novas regalias e passaram a ter direito a descanso semanal e 15 dias de férias anuais. Tudo isto, porém, pode resultar numa encruzilhada difícil de ultrapassar, como referirei num próximo post
Cantão é um espelho da nova China. A cidade, outrora suja e poeirenta, onde hordas de chineses cavalgavam bicicletas “ pasteleiras”, é hoje uma cidade arejada, verde e florida, de avenidas largas e edifícios modernos. Centro nevrálgico da indústria chinesa, ali se celebram diariamente muitos negócios entre empresários ocidentais e chineses. O frenesim é constante e, à medida que as bicicletas foram sendo substituídas por motoretas e automóveis, a poluição motorizada agravou os problemas ambientais resultantes da indústria. Numa cidade de 12 milhões de habitantes, pode dizer-se que um milhão de automóveis a circular não é demasiado, mas o mesmo não se pode dizer dos milhões de motoretas na cidade.
Daí que o governo local não tenha estado com meias medidas e tenha proibido a circulação das motos-táxis. Haverá no entanto ainda muito a fazer – começando pela reconversão de indústrias obsoletas – para que o ar em Cantão se torne respirável.
O nível de vida também subiu muito em Cantão nos últimos anos, passando o ordenado mínimo na indústria,de 80 para 150 euros mensais. Os trabalhadores conquistaram novas regalias e passaram a ter direito a descanso semanal e 15 dias de férias anuais. Tudo isto, porém, pode resultar numa encruzilhada difícil de ultrapassar, como referirei num próximo post
Sorria, não foi apanhado!....
A revista do Automóvel Clube de Portugal publica um anúncio curioso a um GPS. Entre outras pérolas, pode ler-se isto:
“ ... E ainda poderá fazer o download de actualizações diárias da localização dos radares para que tenha sempre a informação correcta. Sem imprevistos, sem multas e sem sobressaltos, chegará sempre ao destino confiante, calmo e relaxado.”
Na minha inocência pensava que o ACP ( enquanto associação de consumidores) se preocupava com as questões de segurança na estrada e seria o primeiro a denunciar uma situação em que a publicidade a um produto convida à irresponsabilidade dos condutores. Pensei também que o Código de publicidade proibisse este tipo de mensagens publicitárias, que convidam a infringir a lei, mas afinal concluí que sou mesmo “naif”...
“ ... E ainda poderá fazer o download de actualizações diárias da localização dos radares para que tenha sempre a informação correcta. Sem imprevistos, sem multas e sem sobressaltos, chegará sempre ao destino confiante, calmo e relaxado.”
Na minha inocência pensava que o ACP ( enquanto associação de consumidores) se preocupava com as questões de segurança na estrada e seria o primeiro a denunciar uma situação em que a publicidade a um produto convida à irresponsabilidade dos condutores. Pensei também que o Código de publicidade proibisse este tipo de mensagens publicitárias, que convidam a infringir a lei, mas afinal concluí que sou mesmo “naif”...
Tratado de Tordesilhas II
PS e PSD preparam-se para assinar uma nova versão ( reduzida e piorada) do Tratado de Tordesilhas, repartindo entre si o poder em Portugal. O Centrão convive em concubinato há 30 anos e resolveu, sob a égide de Sócrates e Meneses, oficializar a relação.
Ao que consta a união será anunciada no fim de Janeiro - quando for assinado o acordo da nova Lei Autárquica - mas a cerimónia de casamento realizar-se-á apenas em Julho, com o acordo para as Legislativas.
CDS, PCP e BE estão assistirão à cerimónia como damas de honor. Desconhece-se ainda quem será o Padrinho....
Ao que consta a união será anunciada no fim de Janeiro - quando for assinado o acordo da nova Lei Autárquica - mas a cerimónia de casamento realizar-se-á apenas em Julho, com o acordo para as Legislativas.
CDS, PCP e BE estão assistirão à cerimónia como damas de honor. Desconhece-se ainda quem será o Padrinho....
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Perguntas de um ex-fumador
A legislação anti-tabágica que a partir de Janeiro entra em vigor é a lei mais hipócrita e persecutória dos últimos 30 anos. Gostava que houvesse a mesma coragem para limitar a circulação de automóveis nas cidades, para acabar com os estacionamentos em segunda-fila, varrer os cartazes das paredes, ou punir os que persistem em utilizar as ruas para sanitas dos seus “lulus” sem se darem ao trabalho de recolher os dejectos.
Escrevia Cantagalli que se os maços de cigarros trouxessem,como os medicamentos,uma “bula”,nela se poderia ler:
“Contra o aborrecimento,o medo,o frio e o calor;contra a disciplina,a injustiça,a ira,a solidão e a timidez;bom para esquecer,festejar,pensar ou não pensar em nada;bom para aturar o próximo e para dele nos aproximarmos;fonte inspiradora e criativa”. Apesar de já não ser um fumador ( apenas mordisco uma cigarrilha após as refeições), subscrevo na íntegra.
Por isso questiono uma sociedade e um modelo económico que incutiu em mim a ideia de que fumar era chic e só agora,depois de ter criado milhões de viciados,de ter permitido a associação entre tabaco e promoção social,criada pela publicidade,ter aceitado a promoção do tabaco em alguns eventos de repercussão internacional,associando o seu consumo ao sucesso, me vem dizer que afinal fumar é choc.Não há ninguém que se responsabilize por isso?
Escrevia Cantagalli que se os maços de cigarros trouxessem,como os medicamentos,uma “bula”,nela se poderia ler:
“Contra o aborrecimento,o medo,o frio e o calor;contra a disciplina,a injustiça,a ira,a solidão e a timidez;bom para esquecer,festejar,pensar ou não pensar em nada;bom para aturar o próximo e para dele nos aproximarmos;fonte inspiradora e criativa”. Apesar de já não ser um fumador ( apenas mordisco uma cigarrilha após as refeições), subscrevo na íntegra.
Por isso questiono uma sociedade e um modelo económico que incutiu em mim a ideia de que fumar era chic e só agora,depois de ter criado milhões de viciados,de ter permitido a associação entre tabaco e promoção social,criada pela publicidade,ter aceitado a promoção do tabaco em alguns eventos de repercussão internacional,associando o seu consumo ao sucesso, me vem dizer que afinal fumar é choc.Não há ninguém que se responsabilize por isso?
Razões que tornam o mundo injusto (2)
Morrem, anualmente, 18 milhões de pessoas por causas ligadas à pobreza
Crónicas do meu bairro
- Quando vim para Portugal fui trabalhar para a loja de um indiano a ganhar 348 euros por mês. Depois saí, porque prometeram-me um contrato de trabalho. Fui trabalhar como empregada de limpeza na (...)a ganhar 178 euros, mas os sacanas nunca me fizeram contrato e ao fim de dois anos mandaram-me embora...
- Como se vive em Lisboa com esse ordenado?- “Virava-me... ”
- Que fazias no Brasil?
- Era funcionária pública.
- Porque vieste então para Portugal, se tinhas emprego no Brasil?
- A minha irmã estava cá e disse-me para vir.
- Ela não te pode ajudar?
- Já voltou para o Brasil. Casou cá com um português e estão os dois bem na vida.
- O que queres então fazer?
- Preciso que me ajudes...
- Diz lá...
- Quero que fales à B para me deixar trabalhar lá em casa
- Nem penses nisso! Já não tens idade para andar a vender o teu corpo.
- Não vou vender, só vou alugar. Aos 43 anos ainda estou bem, não achas? E os portugueses gostam de brasileiras...
- Eu podia fazer-te feliz...
- Isso é o que todos dizem. Não tenho feitio para me entregar a um homem e ficar dependente dele. Quero ser independente , arranjar algum dinheiro e tratar da minha filha. Além disso és casado, que é que posso esperar de ti?
- Que idade tem a tua filha?
- Vinte e um. Queres ver?
- É gira... Porque é que não a mandas vir ? Talvez se arranje alguma coisa em casa da B. Sempre é uma ajuda ...
- Vai-te foder!
- Como se vive em Lisboa com esse ordenado?- “Virava-me... ”
- Que fazias no Brasil?
- Era funcionária pública.
- Porque vieste então para Portugal, se tinhas emprego no Brasil?
- A minha irmã estava cá e disse-me para vir.
- Ela não te pode ajudar?
- Já voltou para o Brasil. Casou cá com um português e estão os dois bem na vida.
- O que queres então fazer?
- Preciso que me ajudes...
- Diz lá...
- Quero que fales à B para me deixar trabalhar lá em casa
- Nem penses nisso! Já não tens idade para andar a vender o teu corpo.
- Não vou vender, só vou alugar. Aos 43 anos ainda estou bem, não achas? E os portugueses gostam de brasileiras...
- Eu podia fazer-te feliz...
- Isso é o que todos dizem. Não tenho feitio para me entregar a um homem e ficar dependente dele. Quero ser independente , arranjar algum dinheiro e tratar da minha filha. Além disso és casado, que é que posso esperar de ti?
- Que idade tem a tua filha?
- Vinte e um. Queres ver?
- É gira... Porque é que não a mandas vir ? Talvez se arranje alguma coisa em casa da B. Sempre é uma ajuda ...
- Vai-te foder!
Postais da China 2- Hong Kong

Sensação diferente tive em Hong – Kong. Central District e Kowloon não sofreram grandes mudanças nestes últimos anos e foi-me mais fácil reencontrar locais, do que em Macau. Ali redescobri as emoções de uma viagem até Stanley, ou o prazer da travessia entre Kowloon e Central, num barco ao fim da tarde. Recuperei os encantos das noites turbulentas de Lan Kwai Fong, a calma de Cheung Chao, o bucolismo exótico de Hong Kong Park . Voltei a sentir aquela sensação estranha de subir a Vitória Peak para contemplar a cidade aos meus pés- como uma oferenda.
Consegui revisitar “ aquela esplanada secreta” em Vitória , “aquele minúsculo jardim” de Admiral, entre edifícios majestáticos, as tendinhas e a loja onde se ia comprar máquinas fotográficas e “lap tops” em Wanchai, aquele bar de “karaoke” e o vendedor de “cloisonets” em Causeway Bay.
Pude constatar- sem muita surpresa- que continuam a viver lá muitos ingleses e que os chineses de Hong –Kong estão cada vez mais ocidentalizados- os bares de Lan Kwai Fong demonstram-no à saciedade.
Para muitos, Hong-Kong é uma Nova Iorque asiática, mas o melhor epíteto que já ouvi, foi o de “velha concubina”: feia durante o dia, de uma beleza artificial pela noite, quando as luzes lhe servem de maquilhagem, para disfarçar as rugas.
Como em nenhum outro local na China, Hong –Kong é o espelho das sociedades ocidentais. Um dos exemplos mais marcantes é a febre anti-tabágica. Não se pode fumar em edifícios públicos, restaurantes, centros comerciais, nem... na rua! As excepções estão devidamente assinaladas por cinzeiros à volta dos quais se reúnem funcionários “topo de gama” numa escapadela do local de trabalho.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Razões que tornam o mundo injusto (1)
Mais de 1000 milhões de pessoas, no mundo inteiro, vivem abaixo do limiar de pobreza
Um polémica disparatada
O “Público” deu destaque de primeira página a uma análise demolidora de Vasco Pulido Valente ao livro de Miguel Sousa Tavares. Foi uma maneira diferente de tentar vender jornais, explorando o “voyeurismo” dos leitores, que adoram “lavagem de roupa suja”. Enfim... “O Público” está cada vez mais um “Publicozinho”.
No que concerne à polémica, ainda não li “Rio das Flores”, mas pelo que conheço da escrita de MST não posso deixar de ligar a crítica destruidora de VPV com a animosidade existente entre ambos. A adjectivação utilizada por VPV é um misto de “revanchismo” e mau porte. Gosto de ler ( espaçadamente...) as crónicas de VPV , mas prefiro MST- embora reconheça que, nos últimos tempos, a sua sobranceria lhe fique mal.
Nada justifica – em minha opinião – a subjectividade e até um certo rancor, patente nas críticas de VPV. Reconheço que pode ser um grande cronista, ( embora me irrite alguma tendência para a tomada de posições elitistas) mas parece-me pobre como ser humano. VPV gosta de se ver como dono da verdade e utiliza frequentemente as palavras como armas de arremesso para denegrir. Parece-me que foi o que aconteceu com esta critica a MST. Por isso, vou a correr comprar “Rio das Flores”. Estou-me nas tintas para as críticas do VPV.
No que concerne à polémica, ainda não li “Rio das Flores”, mas pelo que conheço da escrita de MST não posso deixar de ligar a crítica destruidora de VPV com a animosidade existente entre ambos. A adjectivação utilizada por VPV é um misto de “revanchismo” e mau porte. Gosto de ler ( espaçadamente...) as crónicas de VPV , mas prefiro MST- embora reconheça que, nos últimos tempos, a sua sobranceria lhe fique mal.
Nada justifica – em minha opinião – a subjectividade e até um certo rancor, patente nas críticas de VPV. Reconheço que pode ser um grande cronista, ( embora me irrite alguma tendência para a tomada de posições elitistas) mas parece-me pobre como ser humano. VPV gosta de se ver como dono da verdade e utiliza frequentemente as palavras como armas de arremesso para denegrir. Parece-me que foi o que aconteceu com esta critica a MST. Por isso, vou a correr comprar “Rio das Flores”. Estou-me nas tintas para as críticas do VPV.
Postais da China 1-Macau revisitado

Macau está diferente. Muuuuuuuuuuitooo diferente! A cidade onde durante anos fui feliz e me senti como “peixe na água” parece-me hoje, 12 anos volvidos, um local estranho onde nada é como dantes. Curiosa, esta minha indiferença, porque o seu centro histórico está agora mais cuidado e preservado, a cidade mais limpa e o acesso a Cantão, Zuhai ou Hong-Kong mais facilitado. Dir-se-á ( e quem lá vive parece confirmá-lo...) que se vive hoje melhor em Macau e há mais ofertas culturais e lúdicas. O que se passa é que os meus pontos de referência desapareceram ou estão de tal modo descaracterizados, que já nada me dizem. Apenas em Coloane ( onde o “velho” Fernando continua a concentrar as atenções gastronómicas, desafiando os palatos mais exigentes), no jardim de Lou Lim Iok - que mantém um certo misticismo- e em deambulações pela Rua da Felicidade e adjacentes senti alguma nostalgia dos tempos idos
Ver hotéis transformados em casinos, o “kitsch” do “Fishermans Wharf”, do “Venetian” ou do “Sandals”, a descaracterização da rua dos “tintins”( agora substituídos por imobiliárias) não foi uma sensação agradável. Tive por momentos a sensação de que Macau foi transportado para o continente americano sob a fórmula de uma “China Town” dedicada ao jogo. Tudo me pareceu artificial, momentâneo, quase virtual, como se estivesse a viajar num postal ilustrado através do mundo do “faz de conta”.
Confesso que pensei que me ia emocionar quando lá chegasse, mas a verdade é que olhei para tudo aquilo como se estivesse lá pela primeira vez e não tive qualquer sensação de “perda” ( em relação aos anos felizes que lá vivi) nem uma centelha de saudosismo que me fizesse desejar voltar a lá viver. Não concebo trabalhar num local que apresenta como pontos de referência duas dúzias de casinos onde se joga o presente e o futuro à volta de uma roleta , de uma banca francesa ou de uma mesa de Black Jack.
Alguém disse que “um amor não se vive duas vezes”. Farto-me de refutar esta afirmação quando falo da Argentina- meu país de eleição- por quem me apaixono ainda mais cada vez que lá vou. Em relação a Macau, a asserção assenta como uma luva. Até porque- fiquei pelo menos com essa ideia- de Macau desapareceram os afectos. Como desapareceram os sons das pedras de Mah Jong e os odores tão característicos das ruas e vielas do seu centro histórico.
Nos anos 80 e 90, Macau tinha personalidade, tinha “alma”. Direi que hoje perdeu o seu afecto e se transformou numa cidade plastificada, injectada por toneladas de botox, ornamentada por edifícios de silicone. A grande recordação que trago de Macau reduz-se, quase exclusivamente, aos excelentes momentos em companhia do Arnaldo e da Rita, anfitriões amigos que me proporcionaram momentos de excelente convívio.
Ver hotéis transformados em casinos, o “kitsch” do “Fishermans Wharf”, do “Venetian” ou do “Sandals”, a descaracterização da rua dos “tintins”( agora substituídos por imobiliárias) não foi uma sensação agradável. Tive por momentos a sensação de que Macau foi transportado para o continente americano sob a fórmula de uma “China Town” dedicada ao jogo. Tudo me pareceu artificial, momentâneo, quase virtual, como se estivesse a viajar num postal ilustrado através do mundo do “faz de conta”.
Confesso que pensei que me ia emocionar quando lá chegasse, mas a verdade é que olhei para tudo aquilo como se estivesse lá pela primeira vez e não tive qualquer sensação de “perda” ( em relação aos anos felizes que lá vivi) nem uma centelha de saudosismo que me fizesse desejar voltar a lá viver. Não concebo trabalhar num local que apresenta como pontos de referência duas dúzias de casinos onde se joga o presente e o futuro à volta de uma roleta , de uma banca francesa ou de uma mesa de Black Jack.
Alguém disse que “um amor não se vive duas vezes”. Farto-me de refutar esta afirmação quando falo da Argentina- meu país de eleição- por quem me apaixono ainda mais cada vez que lá vou. Em relação a Macau, a asserção assenta como uma luva. Até porque- fiquei pelo menos com essa ideia- de Macau desapareceram os afectos. Como desapareceram os sons das pedras de Mah Jong e os odores tão característicos das ruas e vielas do seu centro histórico.
Nos anos 80 e 90, Macau tinha personalidade, tinha “alma”. Direi que hoje perdeu o seu afecto e se transformou numa cidade plastificada, injectada por toneladas de botox, ornamentada por edifícios de silicone. A grande recordação que trago de Macau reduz-se, quase exclusivamente, aos excelentes momentos em companhia do Arnaldo e da Rita, anfitriões amigos que me proporcionaram momentos de excelente convívio.
Big Brother ataca na blogosfera
O "Bigbrother” está de olho na blogoesfera. Quer controlar os “blogs”, de modo a “evitar abusos”. Estamos cada vez mais próximo da era Orwellliana.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Justiça, ou roleta russa?
Excelente o artigo de Fernanda Câncio no DN de hoje ( também no 5 dias) sobre o caso do cozinheiro despedido de um hotel por ser portador do vírus da Sida. Bem construído e documentado, arrasador para a justiça portuguesa. Apenas acrescentaria um pequeno pormenor: no caso de o cozinheiro vir a recorrer da decisão do Tribunal, nunca poderá ser reintegrado, pois a sentença do Tribunal de Trabalho ( apesar de dar como provadas circunstâncias que a própria ciência nega) não poderá ser recorrida na parte referente aos seus fundamentos.
Em Portugal continuamos a assistir ao triste espectáculo de alguns juízes proferirem sentenças com base nas suas convicções e não no direito, menosprezando a prova científica , o direito comparado, ou mesmo sentenças proferidas por outros juízes apontando em sentido contrário.
A justiça em Portugal é, cada vez mais, uma roleta russa.
Em Portugal continuamos a assistir ao triste espectáculo de alguns juízes proferirem sentenças com base nas suas convicções e não no direito, menosprezando a prova científica , o direito comparado, ou mesmo sentenças proferidas por outros juízes apontando em sentido contrário.
A justiça em Portugal é, cada vez mais, uma roleta russa.
O embuste dos call-centers
Quando regressei de férias tinha na caixa de correio uma informação da Prosegur, dizendo que um funcionário daquela empresa estivera em minha casa no dia 5 de Dezembro, mas como não se encontrava ninguém para o receber, não pudera proceder ao serviço de manutenção do alarme.Telefonei para o número de contacto, brinquei com a situação ( pois ainda estávamos no dia 16 de Novembro...) e foi-me prometido que no dia 19 seria contactado pelos serviços técnicos, para marcar nova data de visita.
No dia seguinte ( dia 17) o alarme começa a apitar furiosamente durante a noite. Telefonei para o call center e quem me atendeu detectou o problema e deu-me instruções, via telefone, para o silenciar. Prometeu-me, entretanto, que no dia 19 ou 20 seria contactado pelos serviços técnicos da Prosegur.
Como ninguém me tivesse contactado, tomei a iniciativa de o fazer no dia 21.Mais uma vez tive que explicar toda a situação, deixar os meus números de telefone para ser contactado posteriormente. Hoje, dia 22, quando chego a casa encontro, para minha surpresa , nova informação de um funcionário da Prosegur, dizendo que se deslocara a minha casa ( sem qualquer aviso prévio, note-se...) para fazer a manutenção, mas não encontrara ninguém.
Este comportamento demonstra o desrespeito total que a Prosegur tem pelos seus clientes. Não me espantaria tanta incúria, incompetência e desconsideração pelo consumidor, no caso de se tratar de um serviço público ( como todos sabemos os funcionários públicos são uns malandros e incompetentes, deviam ser todos despedidos e, no caso de refilarem, condenados a prisão perpétua...).
Espanta-me é ver estas palhaçadas todas numa multinacional ( só o facto de se tratar de uma multinacional impõe de imediato respeito e confere imensa credibilidade, claro !).
Mais a sério. O que me aconteceu com a Prosegur não é episódio isolado. Outras empresas têm comportamentos semelhantes. Envia-se um e-mail e o mais provável é não se obter resposta ou ela vir passados vários meses. Liga-se para um call center, é-se muito bem atendido por vozes simpáticas e cordatas, prontas a ajudar, mas que na maioria das vezes não têm conhecimentos técnicos e invariavelmente são desprovidos de qualquer capacidade decisória. Por vezes ficamos longos minutos “pendurados” ao telefone à espera de uma tentativa de solução do problema que ( quase sempre) fica adiada... E como, em muitos casos, as chamadas para os call centers não são grátis, a conta de telefone engorda ao fim do mês.
Os call centers- anunciados pelas empresas como uma forma de estar mais próximas do consumidor, têm precisamente a função inversa. Na maioria dos casos tornam-se até perversos, porque quem lá trabalha não tem qualquer qualificação para dar soluções , o que apenas contribui para exasperar ainda mais os consumidores
Acontece, ainda, que quando ligamos para um call center são-nos dadas normalmente várias hipóteses de encaminhar a chamada, de acordo com o que pretendemos. Em todas as chamadas que fiz para a Prosegur não consegui, uma única vez, ser atendido pelos serviços técnicos. Ora isso deixa-me preocupado porque das duas uma: ou se trata de um “fait divers” para iludir os clientes, ou o trabalho nos serviços técnicos é tanto, que não têm capacidade de dar resposta a tantas reclamações.Há ainda outra hipótese, que me parece mais viável: a Prosegur é uma empresa cheia de gente incompetente, logo o mais provável é ser brevemente nacionalizada, já que a incompetência em Portugal está reservada aos funcionários públicos, não sendo aplicável ao sector privado.
Tanta incompetência, meu Deus!
Dois assaltos a bancos falhados no mesmo dia. Até os criminosos parecem ter deixado de encarar a vida com profissionalismo. Com tanta incompetência, onde iremos parar?
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Conversa com o Papalagui (5)
- O Governo português aboliu os chumbos por faltas?
- Sim, e parece que também deu instruções para que os professores evitem dar notas negativas...
- Então agora basta a um aluno matricular-se para concluir o 9º ano?
- Sim... depois pode tentar a sua sorte e procurar entrar numa Universidade.
- Mas que Universidade é que vai aceitar alunos sem qualquer preparação?
- Isso não me perguntes, Papalagui.... mas quem não conseguir entrar, sempre tem a hipótese de ir trabalhar e, ao fim de alguns anos, tentar a sua “chance” no programa “Novas Oportunidades”.
- O que é isso?
- É uma forma de obter uma licenciatura estilo “brinde” de Bolo Rei.
- Em Portugal há falta de licenciados?
- Parece-me que não... acho que até há muitos licenciados à procura do primeiro emprego...
- Então para que querem mais licenciados “à força”?
- Para lhes dar oportunidade de melhorar as suas condições de vida.
- Que complicados que vocês são!
- Sim, e parece que também deu instruções para que os professores evitem dar notas negativas...
- Então agora basta a um aluno matricular-se para concluir o 9º ano?
- Sim... depois pode tentar a sua sorte e procurar entrar numa Universidade.
- Mas que Universidade é que vai aceitar alunos sem qualquer preparação?
- Isso não me perguntes, Papalagui.... mas quem não conseguir entrar, sempre tem a hipótese de ir trabalhar e, ao fim de alguns anos, tentar a sua “chance” no programa “Novas Oportunidades”.
- O que é isso?
- É uma forma de obter uma licenciatura estilo “brinde” de Bolo Rei.
- Em Portugal há falta de licenciados?
- Parece-me que não... acho que até há muitos licenciados à procura do primeiro emprego...
- Então para que querem mais licenciados “à força”?
- Para lhes dar oportunidade de melhorar as suas condições de vida.
- Que complicados que vocês são!
E no entanto, era fácil!
Scolari não concorda, mas estou-me borrifando: o grupo de apuramento de Portugal para o Euro 2008 era fácil. No entanto, não conseguimos ganhar um único jogo à Polónia, Sérvia e Finlândia, esses terríveis monstros- papões do futebol europeu! ( 5 empates e 1 derrota) , o que significa que se não fossem os “asiáticos” Azerbeijão e Cazaquistão, mais a Arménia, teríamos ficado pelo caminho. Não se pode escamotear a realidade ....Apesar de tudo, acredito que Portugal poderá fazer um bom Europeu - se não houver lesões e alguns jogadores chegarem a Junho na sua melhor forma .
Mas não comecem já a falar em ganhá-lo, por amor de Deus! Precisamos na equipa de um patrão que não temos e de um treinador a sério. Não é caso, porém, para começarem a fazer petições na Internet para o regresso de Figo ( já é tarde...) nem para a contratação de Mourinho ( ainda é cedo...). A minha expectativa quanto a uma boa prestação no Euro-2008 reside unicamente na esperança de que, mais uma vez, os jogadores se excedam na hora da verdade.
Não se zangue, sr Scolari! É apenas uma opinião...
Um homem mimado...
Scolari tem mau feitio. É arrogante, antipático, tem o rei na barriga e detesta ser questionado. Ou todos lhe tecem loas, ou o homem zanga-se...
Ontem a história repetiu-se. Scolari estava à espera que os jornalistas lhe prestassem vassalagem e lhe tecessem loas pela qualificação para o Euro-2008, mas como lhe foram colocadas algumas questões incómodas, do tipo “Empatar em casa com a Finlândia é um bom resultado?” o homem passou-se e abandonou a conferência de imprensa com aqueles trejeitos enjoados e o ar de enfado a que nos habituou.
Concedo que por vezes os repórteres desportivos fazem perguntas demasiado ignaras e tontas, mas Scolari tem que perceber (DE UMA VEZ POR TODAS!!!) que a sua obrigação é responder às perguntas que lhe são colocadas ou, se o não quiser fazer, explicar as razões. Não pode estar à espera que os jornalistas estejam sempre a apaparicá-lo e indignar-se quando não fazem as perguntas que ele pretende.
Ontem, foi notório que Scolari pretendia que lhe perguntassem alguma coisa sobre o apoio do público. Em vez de esperar, resolveu antecipar-se e tecer loas à população do Norte que um dia (é bom não esquecer...) denegriu. Scolari é um homem mimado e ainda por cima com mau feitio, que não consegue resistir ao “stress” e odeia ser confrontado com a realidade. Talvez esteja a precisar de se tratar dos nervos e o tempo que medeia até ao Euro-2008 pode ser aproveitado para isso. Caso contrário, prevejo um triste espectáculo em Junho de 2008.
Ontem a história repetiu-se. Scolari estava à espera que os jornalistas lhe prestassem vassalagem e lhe tecessem loas pela qualificação para o Euro-2008, mas como lhe foram colocadas algumas questões incómodas, do tipo “Empatar em casa com a Finlândia é um bom resultado?” o homem passou-se e abandonou a conferência de imprensa com aqueles trejeitos enjoados e o ar de enfado a que nos habituou.
Concedo que por vezes os repórteres desportivos fazem perguntas demasiado ignaras e tontas, mas Scolari tem que perceber (DE UMA VEZ POR TODAS!!!) que a sua obrigação é responder às perguntas que lhe são colocadas ou, se o não quiser fazer, explicar as razões. Não pode estar à espera que os jornalistas estejam sempre a apaparicá-lo e indignar-se quando não fazem as perguntas que ele pretende.
Ontem, foi notório que Scolari pretendia que lhe perguntassem alguma coisa sobre o apoio do público. Em vez de esperar, resolveu antecipar-se e tecer loas à população do Norte que um dia (é bom não esquecer...) denegriu. Scolari é um homem mimado e ainda por cima com mau feitio, que não consegue resistir ao “stress” e odeia ser confrontado com a realidade. Talvez esteja a precisar de se tratar dos nervos e o tempo que medeia até ao Euro-2008 pode ser aproveitado para isso. Caso contrário, prevejo um triste espectáculo em Junho de 2008.
Tributo a Scolari (1)
Não fosse a tentativa(?) de agressão de Scolari a um jogador sérvio e a consequente expulsão por três jogos e talvez, neste momento, estivéssemos a lamentar a ausência de Portugal no Euro 2008. Explico...Com Scolari no banco, Portugal não ganha um jogo desde Junho ( 2-1 à Bélgica). Nos únicos jogos que ganhou desde então e se tornaram fundamentais para a qualificação ( Azerbeijão e Cazaquistão fora) e Arménia ( em casa) foi Flávio Murtosa quem esteve no banco de Portugal a orientar a selecção. Quando Scolari voltou ao banco, Portugal voltou a empatar em casa ( ontem com a Finlândia) . É caso para dizer: mais do que pretensamente defender Quaresma, a tentativa de agressão de Scolari ao sérvio defendeu os interesses da selecção nacional e garantiu o apuramento...
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Quando a Justiça é cega...
A decisão do Tribunal em relação ao caso Esmeralda poderá estar em consonância com a Lei, mas representa um desrespeito inaceitável pelos interesses da criança. Tirar uma criança do seu ambiente familiar para a entregar ao pai biológico no dia 26 de Dezembro ( nas condições que todos conhecemos...) ronda o cinismo e vem demonstrar que a Lei, quando aplicada cegamente, pode tornar-se injusta e desadequada aos seus fins.
Esmeralda será no futuro, muito provavelmente, uma jovem cheia de problemas afectivos e psicológicos, porque ninguém ponderou as consequências para uma criança de uma medida tomada apenas com base em códigos. A quem poderá um exigir responsabilidades?
Esmeralda será no futuro, muito provavelmente, uma jovem cheia de problemas afectivos e psicológicos, porque ninguém ponderou as consequências para uma criança de uma medida tomada apenas com base em códigos. A quem poderá um exigir responsabilidades?
China: viagem ao futuro
( Templo do Céu: Pequim)
Alguns leitores e vários amigos têm manifestado alguma surpresa pelo facto de nada ter escrito sobre as minhas férias asiáticas, tendo-me já instado a fazê-lo. Sinto, por isso, que devo a todos uma explicação. Aqui vai...
Há três razões para ainda não ter escrito sobre as minhas férias. Em primeiro lugar, porque estou a preparar um conjunto de três reportagens sobre a China para uma revista.
Em segundo lugar, porque sinto que ainda estou a digerir o que vi. Desde que regressei a Portugal, não voltei a visitar a China , nem qualquer outro país asiático e . 12 anos depois, constato que a China actual nada tem a ver com a dos anos 80 e 90. Não foi só a paisagem que mudou em Pequim, Xangai ou Cantão. Foi também a forma de vida, a estrutura social e o modelo comportamental dos chineses. Tive, durante quase um mês, a sensação de que estive a viajar pelo futuro e, garanto-vos, não é uma sensação fácil de digerir.
A terceira razão porque ainda nada escrevi sobre a China, prende-se com um projecto futuro que anuncio hoje em primeira mão: em Janeiro irei criar um blog de viagens, onde relatarei algumas experiências e farei algumas apreciações sobre os 93 países que já visitei ( vários deles mais do que uma vez).
Não defraudarei, no entanto, aqueles que continuam a visitar este blog , por isso prometo que nos próximos dias escreverei alguns postais sobre a China e...não só! Também para os leitores que me enviaram comentários a pedir que retomasse as minhas crónicas , aqui fica a promessa de que reaparecerão muito em breve. Talvez ainda esta semana ou, no máximo, na próxima. Até lá, estejam atentos...
Há três razões para ainda não ter escrito sobre as minhas férias. Em primeiro lugar, porque estou a preparar um conjunto de três reportagens sobre a China para uma revista.
Em segundo lugar, porque sinto que ainda estou a digerir o que vi. Desde que regressei a Portugal, não voltei a visitar a China , nem qualquer outro país asiático e . 12 anos depois, constato que a China actual nada tem a ver com a dos anos 80 e 90. Não foi só a paisagem que mudou em Pequim, Xangai ou Cantão. Foi também a forma de vida, a estrutura social e o modelo comportamental dos chineses. Tive, durante quase um mês, a sensação de que estive a viajar pelo futuro e, garanto-vos, não é uma sensação fácil de digerir.
A terceira razão porque ainda nada escrevi sobre a China, prende-se com um projecto futuro que anuncio hoje em primeira mão: em Janeiro irei criar um blog de viagens, onde relatarei algumas experiências e farei algumas apreciações sobre os 93 países que já visitei ( vários deles mais do que uma vez).
Não defraudarei, no entanto, aqueles que continuam a visitar este blog , por isso prometo que nos próximos dias escreverei alguns postais sobre a China e...não só! Também para os leitores que me enviaram comentários a pedir que retomasse as minhas crónicas , aqui fica a promessa de que reaparecerão muito em breve. Talvez ainda esta semana ou, no máximo, na próxima. Até lá, estejam atentos...
Os sete fôlegos de Mário soares
Mário Soares continua a ser uma figura incontornável na política portuguesa, para desconforto dos muitos que lhe vaticinaram a morte ( política, claro...) depois da estrondosa derrota nas últimas presidenciais. O protagonismo que assumiu antes e durante a visita de Hugo Chavez ,poderá ter sido para muitos inesperado. Não para mim que continuo a reconhecer a Mário Soares uma sagacidade ímpar que muita falta faz , principalmente no contexto internacional. Numa Europa dirigida quase exclusivamente por arrivistas, gente sem referências políticas e apenas preocupada com o funcionamento dos mercados, Mário Soares é ( ainda...) uma lufada de ar fresco.terça-feira, 20 de novembro de 2007
Porque não te calas?
Assisti em Macau, na companhia do meu amigo Arnaldo Gonçalves, ao rocambolesco episódio do “por que no te calas”. Na altura, como no lugar onde estávamos, o televisor não tinha som, não nos apercebemos do que se passara. Ainda no avião que me trouxe até Paris fiquei elucidado e fiz o meu juízo: o rei excedeu-se. Depois de aterrar, pese embora os esforços da imprensa e alguma blogoesfera me tentarem convencer do contrário, mantenho a minha opinião. Juan Carlos não tem qualquer legitimidade para mandar calar um representante eleito pelo povo, mesmo que ele diga o que não lhe agrada. Ou muito me engano , ou não levará muito tempo até que o rei, ou Zapatero, convidem o líder venezuelano a visitar Espanha.
Bem vindo sejas, Pedro
Reparo que há muitas alusões na blogoesfera ao facto de Pedro Rolo Duarte ter criado um blog, lembrando que ele sempre se manifestou descrente e distante em relação à actividade bloguista. E depois? Qual é o problema? Por mim é bem vindo e passará a ser um dos meus blogs de consulta obrigatória.
Ota congrega interesses de maçaricos e patos bravos
Disse-me uma joaninha...que um bando de maçaricos de bico direito que estava a preparar a sua vinda para Portugal para passar o Inverno num resort próximo de Alcochete, resolveu adiar a viagem, depois de ter visto o noticiário da SIC ontem à noite. De acordo com aquele canal televisivo, a vinda dos maçaricos de bico-direito para Portugal poderá pôr em risco a construção do aeroporto de Alcochete, devido ao perigo de colisão entre as aeronaves e aqueles passarocos que têm por hábito deslocar-se em bandos numerosos.Fonte bem informada ( Luís Filipe Vieira) terá dito à joaninha que o líder dos maçaricos está a envidar todos os esforços para conseguir reunir-se com José Sócrates e Mário Lino, no intuito de estabelecer negociações com vista à deslocação dos maçaricos para outra região do País. Ainda de acordo com a mesma fonte, José Sócrates ainda não anuiu à pretensão do líder dos maçaricos, pois pretende ter uma conversa prévia com Fernando Pinto ( administrador da TAP) e com o líder da oposição, Luís Filipe Meneses, com quem pretende concertar a posição do Governo português face à ameaça da invasão dos maçaricos.
Sabe-se, ainda, que a JS ( onde abundam os maçaricos) pretende sensibilizar Sócrates para tomar uma decisão definitiva quanto à construção do Aeroporto na Ota, solidarizando-se assim com os maçaricos de bico direito. Por uma vez, parece que Sócrates acatará as pretensões da JS e anunciará, em breve, a inevitabilidade de optar pela Ota como o local privilegiado para a construção do aeroporto.
“ Com esta decisão satisfaremos as pretensões dos maçaricos , dos patos bravos e outras aves de grande porte com interesses financeiros relevantes, que insistem no aeroporto da Ota” – terá declarado Sócrates a um círculo restrito de amigos.
Marcelo vs Vitorino
Assisti à homilia dominical do Professor Marcelo e confirmei aquilo que há uns tempos suspeitava. O Professor está em baixa e os seus sermões são cada vez mais desinteressantes. Falta alguma centelha ao discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, talvez marcado pelos episódios recentes em que se envolveu aquando das eleições do PSD. Apesar dos esforços de Maria Flor Pedroso, Marcelo não consegue abandonar o seu tom monocórdico, a sua mensagem epistolar deixou de ser convincente e perde-se no vazio de redondilhas gastas. Os “crentes” começam a ficar cansados com este modelo da homilia dominical. Espero que Marcelo recupere a tempo de evitar o naufrágio.
As conversas de Vitorino com Judite de Sousa, à segunda-feira, têm outra animação. António Vitorino é incisivo e directo. As suas análises são mais profundas e claras e os temas abordados ( pelo menos esta semana) são escolhidos de forma mais criteriosa. As suas análises à questão do Kosovo, ou ao ( para mim) inexplicável puxão de orelhas de Bento XVI aos bispos portugueses, além de explícitas, denotam uma inteligência e perspicácia raras nos comentadores portugueses.
Uma das razões para que Vitorino esteja em ascensão e Marcelo em queda, prende-se também com o modelo das suas intervenções. Marcelo - com quase 40 minutos de programa – acaba por cair na tentação do arrebique, tornando o seu discurso fastidioso. A riqueza do programa está, por outro lado, cada vez mais dependente dos acontecimentos a nível nacional, e como a política portuguesa está muito desinteressante, Marcelo acaba por perder-se na vacuidade.
Pelo contrário, os 15 minutos de Vitorino passam num ápice. O seu discurso fluente e a variedade dos temas abordados em tão escasso período, geram apetência para ver o programa da semana seguinte. Por outro lado, enquanto com Marcelo podemos prever antecipadamente os temas que irá abordar, com Vitorino somos sempre surpreendidos com a análise de um caso menos mediático que ele torna relevante pela forma como o analisa ( Foi o caso, esta semana, da “reprimenda” de Bento XVI aos bispos portugueses e a forma como ligou este facto com o aparecimento de novas manifestações e aproveitamentos religiosos).
O naipe de comentadores que vale a pena ouvir na televisão portuguesa completa-se com Miguel Sousa Tavares à terça-feira.Já fui fã do Miguel e quase sempre estava de acordo com as suas opiniões. Hoje, tendo a discordar cada vez mais e a irritar-me frequentemente com o ar de superioridade com que faz a s suas análises. A fórmula encontrada pela TVI para Miguel Sousa Tavares ( em minha opinião...) prejudica-o Gostava de o ouvir num programa com um modelo idêntico ao de Vitorino e Marcelo, para poder fazer uma avaliação comparativa Embora não tendo a mesma “bagagem” política e cultural , Miguel Sousa Tavares tem a vantagem de ser directo e “sem papas na língua”. Num programa autónomo talvez perdesse um pouco da sua arrogância e descesse à terra, pois é disso que me parece que ele anda a precisar...
As conversas de Vitorino com Judite de Sousa, à segunda-feira, têm outra animação. António Vitorino é incisivo e directo. As suas análises são mais profundas e claras e os temas abordados ( pelo menos esta semana) são escolhidos de forma mais criteriosa. As suas análises à questão do Kosovo, ou ao ( para mim) inexplicável puxão de orelhas de Bento XVI aos bispos portugueses, além de explícitas, denotam uma inteligência e perspicácia raras nos comentadores portugueses.
Uma das razões para que Vitorino esteja em ascensão e Marcelo em queda, prende-se também com o modelo das suas intervenções. Marcelo - com quase 40 minutos de programa – acaba por cair na tentação do arrebique, tornando o seu discurso fastidioso. A riqueza do programa está, por outro lado, cada vez mais dependente dos acontecimentos a nível nacional, e como a política portuguesa está muito desinteressante, Marcelo acaba por perder-se na vacuidade.
Pelo contrário, os 15 minutos de Vitorino passam num ápice. O seu discurso fluente e a variedade dos temas abordados em tão escasso período, geram apetência para ver o programa da semana seguinte. Por outro lado, enquanto com Marcelo podemos prever antecipadamente os temas que irá abordar, com Vitorino somos sempre surpreendidos com a análise de um caso menos mediático que ele torna relevante pela forma como o analisa ( Foi o caso, esta semana, da “reprimenda” de Bento XVI aos bispos portugueses e a forma como ligou este facto com o aparecimento de novas manifestações e aproveitamentos religiosos).
O naipe de comentadores que vale a pena ouvir na televisão portuguesa completa-se com Miguel Sousa Tavares à terça-feira.Já fui fã do Miguel e quase sempre estava de acordo com as suas opiniões. Hoje, tendo a discordar cada vez mais e a irritar-me frequentemente com o ar de superioridade com que faz a s suas análises. A fórmula encontrada pela TVI para Miguel Sousa Tavares ( em minha opinião...) prejudica-o Gostava de o ouvir num programa com um modelo idêntico ao de Vitorino e Marcelo, para poder fazer uma avaliação comparativa Embora não tendo a mesma “bagagem” política e cultural , Miguel Sousa Tavares tem a vantagem de ser directo e “sem papas na língua”. Num programa autónomo talvez perdesse um pouco da sua arrogância e descesse à terra, pois é disso que me parece que ele anda a precisar...
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Rentrée nostálgica
A chuva que hoje caiu em Lisboa cobriu-me com o seu manto de nostalgia. Tenho saudades do sol asiático que saboreei ao longo de um mês, sinto-me invadido pelo síndrome do Inverno. Amanhã espero já estar habituado e voltar às rotinas habituais. As férias prolongadas convidam à lassidão, vai ser complicado entrar outra vez no ritmo habitual. Um bom sinal... é que já fervilham ideias para escrever vários posts. Outro, é que já tenho uma lista enorme de contactos a estabelecer com os amigos. Os próximos dias prenunciam muitos momentos de convívio de que já sentia saudades. A rentrée fora de horas tem vantagens incomensuráveis.
Regreesso a casa
Regresso a Portugal e ao trabalho depois de um mês de férias em que praticamente não li jornais nem vi televisão. Comprei vários jornais no fim de semana e percebi que afinal o País continua exactamente na mesma. É certo que não deu para ler tudo, mas se alguma coisa verdadeiramente importante se tivesse passado, as capas da Visão que se acumularam durante as quatro semanas de ausência mo teriam comunicado. Ao fim de algumas horas de leitura repartidas entre sábado e domingo, retenho apenas algumas tricas, alguns esbirros ( como o da Ordem dos Médicos a recusar alterar o seu Código Deontológico, para respeitar as leis do estado) e uma lista infindável de acidentes. Vidas ceifadas pela inconsciência e falta de civismo de quem conduz, assobios para o ar, um ministro ( Rui Pereira) muito irritado com os jornalistas e pouco mais ( apenas o suficiente para me motivar a escrever alguns posts nos próximos dias ).
Faço uma visita rápida a alguns blogs, de consulta habitual,mas poucos são os assuntos que me despertam verdadeiro interesse. Estarei ainda, provavelmente, a sofrer efeitos do "jet-lag", mas a impressão que me fica é que o país se move a passo de caracol...
Faço uma visita rápida a alguns blogs, de consulta habitual,mas poucos são os assuntos que me despertam verdadeiro interesse. Estarei ainda, provavelmente, a sofrer efeitos do "jet-lag", mas a impressão que me fica é que o país se move a passo de caracol...
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