quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Como nasce este blog


Numa tarde de Setembro refugiei-me num rochedo a olhar o mar do Guincho. Foi a necessidade de curtir mágoas por uma namorada que se despedira ou fora roubada, pouco importa, que me levou até lá. Contemplar aquelas águas azul-turquesa devolveu-me a tranquilidade. Foi há muitos anos, mas desde esse dia tomei aquele rochedo como meu. Voltei lá com frequência. Primeiro com um caderninho de apontamentos, depois com o portátil, tão anódino e desinteressante como uma folha de papel em branco, sobre os joelhos .
Foi ali, a olhar o imenso mar azul, que nasceram centanas de crónicas, muitas das quais nunca viram a luz do dia.
Hoje, sentado no meu rochedo habitual, sem papel nem computador, senti vontade de cumprir uma vez mais o destino e partir à descoberta de uma nova experiência: navegar sozinho no espaço virtual.
Este blog será o meu novo rochedo. Sem mar, sem pôr do sol, nem linha de horizonte como fundo
Aqui haverá espaço para reflectir sobre tudo. Sem dia nem hora marcada. Sem temas pré-definidos. Apenas com a vontade de comunicar através da escrita.

12 comentários:

  1. Para comprar um livro, abro uma página ao acaso e leio. Se gosto, levo-o comigo e começo pelo princípio. É o que vou fazer doravante (nem sei se esta palavra é pretensiosa, mas adoro, `_^), já sem mais comentários.

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  2. Gostei deste começo há um ano e quase um mês :)

    Tenho por hábito "cuscar" o início dos blogs para perceber o que leva as pessoas a ter um blog.

    Gostei deste início!

    ps - sou curiosa por natureza por isso desculpe a cusquice...lol

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  3. Ka: É uma coisa que eu também gosto de fazer quando visito um blog, por isso esteja à vontade!
    Por acaso ainda nã fui ver o seu, porque tenho andado bastante atarefado ( Hoje tirei o fim de tarde e noite para o blog, que anda um bocadinho desleixado).
    Tenho pena que não tenha estado na festa de aniversário do CR, mas se quiser saber como correu, vá lá ver ou pergunte à nossa PresidentA!

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  4. Esteja descansado, Carlos, que não faltarei à festa :-)

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  5. Nunca mais é Sábado! :)
    E eu que ao fim-de-semana me desligo da Net- :(

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  6. Neste aniversário de 2 anos resolvi ler o blog todo :o)

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  7. Olá Carlos,
    Gosto muito da zona do Guincho e muitos desabafos, quando comecei a escrever, foram feitos lá. Gostava muito de me sentar nas rochas perto do farol onde estão os viveiros e sentir aqueles saplicos de água salgada no rosto, trazidos pelo vento.
    Tal como o Carlos também iniciei o meu blog, falando do que motivava a minha escrita.
    Gostei de saber como começou o Rochedo e porque se chama assim! Beijinhos

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  8. Ops...achei que nunca poderia entrar na máquina do tempo....foi acabei de me sentir...:))

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  9. Eu , também, desde que conheci o "Crónicas", em Maio deste ano (estou em vantagem), tenho estado a lê-lo desde o princípio, nem sempre cronológicamente, tem valido a pena. O nosso amigo Carlos (posso chama-lo assim?)tem um "blog" excepcional!
    Seria interessante um dia reunir isto tudo e passar para outro formato - daria para vários projectos...

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  10. Falando especificamente sobre este post.Eu não tive o prazer de conhecer a praia do Guincho.Ou talvez naquela idade tenha passado por ela e não percebido tamanha beleza. Mas cresci com meu pai, um escorpiano com o peito repleto de sonhos e alguns não tão pequenos assim, dizendo que gostaria de morar em Cascais, de preferência de frente à praia do Guincho. Talvez este seja o primeiro motivo de considerar este rochedo tão familiar :o)

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  11. Apenas tive o privilégio de me sentar aqui contigo a fazer-te companhia (aqui e no Crónicas on the rocks) desde Janeiro/2013... o que quer dizer que me ficaram para trás 5 anos e 4 meses de publicações.
    Mas para a frente é que é caminho... e conto continuar a fazer-te companhia... aqui e do outro lado.

    Parabéns pelo sexto aniversário do CRÓNICAS DO ROCHEDO!!
    Beijinhos festivos
    (^^)

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  12. Amigo, aqui voltas de novo num triste momento de vida, mas recompõe-te e regressa, porque a blogosfera ficará ainda mais cinzenta sem as tuas palavras certeiras e lúcidas.

    Abraço solidário.

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