terça-feira, 3 de março de 2015

Organizem-se, porra!

Este governo tem uma especial apetência e habilidade para a mentira, mas não sabe trabalhar em equipa. Veja-se o que aconteceu em relação à Grécia. O governo fez queixinhas à CE e pediu o apoio da Espanha. Quando foi descoberto o governo negou, mas Espanha veio confirmar que tinha assinado a carta, embora a iniciativa tenha sido de Portugal.
A CE também confirmou ter recebido aquilo que Passos nega ter sido enviado. 
O nosso governo é bom a mentir, mas só quando age sozinho. Em equipa, é uma desgraça completa.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Passos Coelho enganou-se na porta!

Passos Coelho não pagou IRS, porque não se lembra de ter recebido mil contos por mês, durante anos, quando era deputado e consultor ( ou outro cargo de engonhanço com um título qualquer) da Tecnoforma , nem da ONG fantoche de que faziam parte uma série de figuras do PSD, seus padrinhos e amigos, que juram não saber que tinham feito parte do gangue.
Passos Coelho não pagou a Segurança Social porque, garante, pensava que o pagamento era facultativo.
Passos Coelho deixa-se pressionar pelos jornalistas. Segundo o próprio, pagou uma dívida prescrita, por pressão do"senhor jornalista".
Passos Coelho não vê razões para se demitir, porque só as pessoas honestas se demitem quando são apanhadas a escarnecer de um povo.
Passos Coelho é um malabarista. Inventou acções de formação profissional para profissões inexistentes, para que a empresa que dirigia arrecadasse dinheiros comunitários.
Passos Coelho é desmiolado. Se nem sequer consegue lembrar-se se exercia o cargo de deputado em regime de exclusividade, como é que se pode lembrar daqui a uns anos, que foi PM? 
Passos Coelho é um mentiroso compulsivo, como ficou demonstrado nas contradições  entre as promessas eleitorais e a prática governativa.
Passos Coelho  nunca assume as suas culpas. Não é por ser cobarde. É porque a vitimização faz parte da sua personalidade.
Passos Coelho sofre de síndrome de Estocolmo. Por isso se apaixonou pela Alemanha, que condenou o país a um longo período de miséria.

Uma vez que Passos Coelho  sofre de perdas de memória , desconhece em absoluto os mais elementares deveres de cidadão, é pressionável pelos jornalistas, é mentiroso,  gosta de se vitimizar, sofre de síndrome de Estocolmo e anda há anos a tentar convencer-nos que é um tipo honesto, creio que  se enganou na porta, quando se candidatou a primeiro ministro. Em vez de se candidatar a S. Bento,devia ter-se candidatado a um tratamento numa  clínica psiquiátrica. 

Mas não é tudo. 
PPC já sabia da dívida desde 2012, mas diz que não invocou a prescrição para que não o acusassem de estar a querer tirar benefícios pelo facto de ser primeiro ministro. Balelas! Passos não quis foi levantar ondas e esperava passar entre os pingos da chuva como qualquer caloteirozeco de merda que está sempre à espera que o credor se esqueça ou lhe perdoe a dívida.
Passos foi eleito com a imagem de  homem sério que 2vendeu2 na comunicação social. Hoje, essa imagem faz parte da ficção mas Passos Coelho confia, provavelmente com razão, na falta de memória dos tugas para ficar mais quatro anos a viver à conta dos papalvos dos portugueses. 

Em tempo: Para que não restem dúvidas sobre a seriedade e honestidade de Passos Coelho, leia-se o que ele disse na AR em Outubro de 2012: "pertenço a uma raça de homens que paga o que deve". Só lhe faltou acrescentar: desde que o dinheiro não seja meu!

A cereja no topo do bolo




Marcelo pergunta como é que Passos pagou uma dívida "inexistente". O Pedro da Vespa diz que Passos Coelho foi vítima de um erro do Estado. Não tarda nada, devolve-lhe o dinheiro e ainda lhe paga juros e apresenta um pedido de desculpas.
Finalmente, a cereja no topo do bolo:  só falta que no 10 de Junho Cavaco, habituado a condecorar corruptos, vigaristas e caloteiros condecore o pm, invocando a governação de excelência, pautada pela seriedade e cumprimento do dever, sempre em defesa do interesse nacional.

Para começar a semana com boa disposição


Às vezes os alemães até conseguem parecer bem humorados

domingo, 1 de março de 2015

Finalmente!

À quarta tentativa, Julen Lopetegui conseguiu vencer um clássico. 
Foi uma vitória clara, que poderia ter sido ainda mais expressiva, se uma vez mais não tivessem sido escamoteadas duas grandes penalidades claríssimas ao FC do Porto.
Este triunfo nada altera a minha opinião de que o título já está entregue ao Benfica há muito tempo, mas dá-me alguma satisfação porque alargámos a distância em relação ao Sporting o que, se não houver grandes percalços, garantirá o acesso directo à Liga dos Campeões. E isso, em termos financeiros, é muitíssimo importante.
Na próxima jornada, em Braga, a escassos dias de um jogo decisivo com o Basileia, o FC do Porto vai  ter de saber sofrer e ter muita cabeça fria. Para sair de lá sem lesionados e sem jogadores expulsos. Seguir em frente na Liga dos Campeões será extremamente importante em termos desportivos e financeiros.

Onde anda o Celso?

Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um doente internado. Queria saber se a pessoa está melhor ou se piorou...
  
 - Qual é o nome do doente?
 - Chama-se Celso e está no quarto 302..
 - Um momentinho, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem...
  
 - Bom dia, sou a enfermeira Lourdes... O que deseja?
 - Gostaria de saber a condição clínica do doente Celso do quarto 302,por favor!
 - Um minuto, vou localizar o médico de serviço.
  
 - Aqui é o Dr. Carlos. Em que posso ajudar?
 - Olá, doutor. Precisava que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
  
 - Só um momento que eu vou consultar a ficha do doente... Hummm! Aqui está: alimentou-se bem hoje, a pressão arterial e o pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado da monitorização cardíaca amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará a alta em três dias.
  
 - Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!

  - Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
  
 - Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302! É que toda a gente entra e sai deste quarto e ninguém me diz porra nenhuma. Eu só queria saber como estou....

Bibó Porto (39)











Museu Soares dos Reis

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Falta de seriedade e de memória.


O Público confrontou  Passos Coelho com uma dívida à Segurança Social e o PM correu a pagá-la, mas só parcialmente. Durante os cinco anos em que fugiu às suas obrigações contraiu uma dívida com o Estado superior a 7 mil euros e só pagou cerca de 3 mil.
A justificação de Passos Coelho é bizarra: como nunca ninguém lhe pediu para pagar, não pagou. E até já se tinha esquecido- declarou.
É o chico espertismo tuga no seu esplendor. Qualquer caloteiro e vigarista pode chegar a PM e, graças a  isso, até ganhar votos.
O problema de Passos não é so falta de seriedade. É também falta de memória. Não só ficou à espera que a SS lhe pedisse o pagamento das dívidas, para ver se passava ( e passou..) como também se esqueceu de ter recebido dinheiro da Tecnoforma.
Durante a próxima campanha eleitoral, Passos ainda é bem capaz de dizer que se não cumpriu as promessas eleitorais que fez em 2011, não foi por falta de palavra. Foi por se ter esquecido das promessas que então fez.
O problema é que isto pega-se, como revelam as sondagens. Quase 4 em cada 10 portugueses já se esqueceram dos sacrifícios que nos foram impostos nos últimos quatro anos e estão dispostos a reeleger a actual maioria.

Já era assim na Idade Média


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Fantástico Melga!


Eu sempre disse que os tugas gostam é de levar porrada.
Com jeitinho, ainda temos coligação para mais quatro anos. 

Mulher prevenida...


O fascínio das garagens


Foto da Internet


Quando era miúdo as garagens eram aqueles lugares onde se realizavam bailes ainda mais quentes e agradáveis do que deve ter sido este almoço
Mais tarde lá me rendi à inevitabilidade de a garagem ter deixado de ser lugar para bailaricos e comecei a descortinar-lhe outros fins. Foi numa garagem que  vi, por exemplo, apodrecer parte da biblioteca de António Sérgio, comida pelos ratos, também eles apreciadores de garagens.
Também numa garagem - aparentemente imune aos ratos- repousam os principais processos da justiça portuguesa, como o caso BPN ou o caso Marquês.  Este conceito garagem/armazém é muito utilizado em garagens de prédios mas, normalmente, a arrecadação é fechada e trancada. Ligeiramente mais segura, portanto, do que o local onde o DCIAP guarda os processos.
Seja em filmes, ou em cenas da vida real, a garagem também é um palco muito apreciado para cometer crimes.
Entretanto, nos EUA (onde havia de ser?), a polícia descobriu mais uma função  para uma velha garagem que outrora serviu de resguardo a camiões. Convertida em armazém, uma velha garagem de Chicago serve  para a Polícia fazer investigação por conta própria. Lá se cometem  as mais diversas atrocidades e violação de direitos humanos básicos, que os EUA tanto criticam quando são praticados por outras civilizações.  Desde  interrogatórios   onde advogado não entra, a  uma variedade de torturas "à la carte", dignas de qualquer filme policial da série B, , tudo é permitido nestes esconderijos onde já se registou pelo menos um morto, vítima das sevícias da civilizada polícia americana. 
A garagem tornou-se, ao longo do tempo, um espaço multifunções. Tão variadas, que um dia se pode fazer um paralelismo com o  que se diz dos telemóveis modernos: até servem para guardar automóveis.

João Ratão


João Proença estende a mão a Passos Coelho

O ex-sindicalista ( perdoem-me os sindicalistas pela comparação) João Proença vai fazer uma intervenção nas Jornadas Parlamentares do PSD. 
Há pessoas dispostas a tudo para apanhar um tachinho  na Concertação Social. Espero que o cozinhado esturre e o João mergulhe no caldeirão.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Em maus lençóis



A entrevista da PGR ao "Publico" e RR não lhe correu nada bem. Ela bem tentou ilibar o MP, mas ninguém a levou a sério e Joana Vidal está em maus lençóis.
Ontem à noite, na RTP, Freitas do Amaral acusava o MP de ser responsável pelas fugas de informação no caso Sócrates e considerava a prisão de Sócrates ilegal.
Hoje, a bastonária da ordem dos Advogados anunciou que vai entregar ao Ministério Público  cinco mil cópias de notícias onde o segredo de justiça pode ter sido violado por magistrados ou polícia.
Elina Fraga  fez ainda um desafio a Joana Marques Vidal: mostre provas  que confirmem a afirmação feita na entrevista, de que  são os advogados que violam o segredo de justiça.
Até agora, a PGR remeteu-se ao silêncio. De onde aliás só saiu para dar a entrevista em que pretendeu ilibar o MP e acusar os advogados, ao jeito de quem atira poeira para os olhos da opinião pública.

O chibo, o imprevidente e o envergonhado


As declarações de António Costa durante uma reunião com empresários chineses e a celeuma  que se seguiu,  não mereceriam senão uma nota de rodapé, se não reflectissem o estado lamentável a que chegou a discussão política em Portugal. Só por essa razão decidi escrever sobre o assunto. Vamos por partes:

 As declarações de António Costa

Ao contrário do que a comunicação social noticiou, António Costa não disse que Portugal estava melhor. Disse que estava diferente, o que é uma verdade. Talvez alguns esperassem que o secretário geral do PS  tivesse aproveitado a oportunidade para denegrir Portugal e o governo perante os empresários chineses. Tivesse ele chamado a atenção dos chineses para os números do desemprego, para o aumento da dívida pública, ou para os riscos de investir em Portugal e os mesmos que agora o atacam por ter, com sentido de estado, defendido os interesses de Portugal, estariam a exibi-lo em praça pública como um traidor, que anda a denegrir o nome do país. 
António Costa não pertence a esse filme. Os traidores estão no governo, não na oposição. 
Deverá então Costa ser ilibado do que se passou no casino da Póvoa? Não. Porque foi imprevidente. Não nas palavras usadas, mas em não ter previsto que entre os presentes poderia haver gente interessada em utilizar as suas palavras que. António Costa tem experiência suficiente para saber que nestas ocasiões há sempre um chibo que só lá vai para tentar tirar proveito de algumas declarações, e jornalistas para deturpar o que foi dito, pois o que passa para a opinião pública não são os factos (o que Costa disse) mas a interpretação feita pelos mensageiros e ampliada à exaustão.  

O Chibo e o Betinho de Joane

Na sala estava um chibo. Muito provavelmente um militante do CDS que, desejoso de mostrar serviço ao partido para se promover, viu nas declarações de António Costa uma oportunidade de ouro. No final da sessão guardou as filmagens como se de um tesouro se tratasse e foi mostrá-las a um influente membro de uma concelhia ou distrital, que também terá visto naquilo um tesouro de que poderia aproveitar-se para “subir a pulso” na hierarquia partidária.
Admito que as imagens tenham chegado a Paulo Portas. Só que o líder do PP é  um político hábil e cauteloso.  Sabia que não podia ser ele a utilizar aquela informação, pois  teria um efeito boomerang.  Por isso recorreu a um capanga, para que a veiculasse. Ponderadas as várias hipóteses, decidiu que o melhor seria recorrer aos serviços do betinho de Joane.  ( É essa a explicação para que o vídeo tenha sido divulgado apenas seis dias depois da ocorrência dos factos ). Apesar de ter nascido em berço de ouro, Nuno Melo esqueceu a educação que recebeu e tornou-se um escroque da política.  Desde que percebeu que o seu lugar de delfim de Portas não lhe assegura a presidência do CDS, porque outros nomes como Cristas ou Mota Soares, aproveitando os cargos ministeriais, entraram na corrida,  Nuno Melo está disposto a tudo. Por isso engoliu o isco lançado por Portas e aproveitou o vídeo do chibo para mostrar serviço.  Dentro e fora do partido. Creio que de pouco lhe valerá.

O envergonhado

Devo confessar que também eu me irritei quando soube que Costa tinha dito que o país estava melhor do que há quatro anos. Só que depois vi o vídeo e constatei que afinal ele não tinha dito o que a imprensa escrevia. E concordei com ele. O país está realmente diferente. Isso não quer dizer que esteja melhor.  Que o país está diferente, já todos sabemos. Mais pobre, mais endividado, mais desigual, mais injusto e com uma taxa de desemprego mais elevada. Apenas numa coisa permanece igual:na ausência de esperança no futuro.
É por isso que, embora percebendo a reacção epidérmica de Alfredo Barroso, não compreendo a sua desfiliação do PS.  Será provavelmente cansaço e desesperança. Agora vergonha? Não. Vergonha tenho de ser português sob jugo alemão e ver, todos os dias, uma trupe de cobardes e traidores prestarem vassalagem ao invasor, enquanto maltratam o povo.
Era contra isso que eu gostaria de ter ouvido Barroso reagir. Mas isso é  ingenuidade minha. Uma pessoa que anuncia a desvinculação do PS, de que foi um dos fundadores, e declara o seu apoio ao BE, já não está na plenitude das suas capacidades políticas. E isso, confesso, surpreende-me, porque ainda há poucos dias concordava com ele quando se insurgia contra o possível apoio do PS a António Vitorino, como candidato a PR.  Como também estaria ao seu lado nas críticas, se o PS, vier a apoiar Maria de Belém. Ou na luta para obrigar o PS a aliar-se à esquerda, se  ganhar as eleições.
Agora, meu caro Alfredo Barroso, se conseguiu permanecer no PS sob a liderança de Seguro, confesso que não entendo a razão de se demitir por causa de uma armadilha que um betinho de Joane, com o apoio de um chibo e da comunicação social, montou ao seu partido.  Sinceramente, nunca me passou pela cabeça que, com a sua experiência política, tivesse caído na ratoeira.  E, acredite, digo-o com a independência de quem,  sendo simpatizante intermitente do PS, não é militante nem está vinculado à defesa da linha programática do partido.
Só há uma coisa que eu gostaria que me explicasse: a sua vergonha deve-se ao facto de a declaração de António Costa ter sido proferida perante uma plateia de chineses? 
E se os assistentes fossem ingleses ou americanos já tolerava? 
Faço-lhe a pergunta, porque foi isso que percebi das suas declarações acintosas contra os chineses. Sinceramente, não gostei. 

Os Vampiros


Com a devida vénia ao We Have Kaos in the Garden

Não sei se o plano apresentado pelo Syriza e aprovado pelo Eurogrupo vai resultar. Não arrisco, por isso, vaticinar quem daqui a quatro meses vai cantar vitória, embora o meu palpite vá para um empate.
Sei é que ficou demonstrado que há alternativas para a política de ódio ao povo implantada pelo nosso governo e sempre apresentada como única alternativa.
Sei que o Syiza se recusou a penalizar os pensionistas e os trabalhadores gregos (nomeadamente os funcionários públicos) cortando-lhes os rendimentos, enquanto o nosso governo fez dos funcionários públicos e pensionistas as vítimas preferenciais da sua orgia austeritária.
Estes dois pontos fazem toda a diferença e são  suficientes para distinguir Portugal da Grécia, como o nosso governo de fanáticos gosta de afirmar. Para felicidade do povo grego, o governo do Syriza não  se  sujeita à submissão dos cobardes, não é servil como os incapazes, nem se coloca ao lado dos bancos e do grande capital para atacar quem trabalha.
Mas sei, também, que no dia seguinte ao acordo a bolsa de Atenas disparou dois dígitos e os juros baixaram para um dígito, o que demonstra que  o papão dos mercados que o governo e Cavaco nos andaram a exibir, não é mais do que o retrato de um grupo de vampiros que se apascentam em S. Bento e Belém, sugando o povo.
O governo grego teve de ceder? Obviamente que sim, mas fê-lo com dignidade e em defesa do seu povo, não para promoção pessoal de alguns dos seus membros, nem para agradar aos alemães, aos mercados e aos senhores do dinheiro, porque Tsipras e Varoufakis não precisam deles para arranjar emprego quando deixarem de ser governo.

Na mouche

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

É assim que se tratam os bons alunos?

Por agora, só estamos com Termo de Identidade e Residência mas, não tarda nada, ainda nos metem uma pulseira electrónica e nos obrigam a controlar o peso todos os dias, porque andamos a comer acima das nossas possibilidades.
Bruxelas coloca Portugal sob vigilância apertada

Preocupado, obviamente



Ontem manifestei alguns receios sobre abusos na justiça, aventando a hipótese de se ter iniciado uma caça às bruxas.
Juristas, advogados e comentadores de direita têm manifestado publicamente a sua preocupação pela forma como decorreu a detenção e afirmado que se trata de uma detenção ilegal. Tal como eu, não contestam a possibilidade de Sócrates ser culpado, mas sim as constantes e selectivas fugas de informação e o facto de ter sido detido para investigação, sem que tenham sido respeitados os mais elementares princípio de um estado de direito. Como, aliás, ficou bem claro no artigo da advogada Paula Lourenço no boletim da Ordem dos Advogados.
Hoje, em entrevista ao Público e à Radio Renascença, a Procuradora Geral da República foi questionada sobre algumas das questões que aqui coloquei ontem e, confesso, as suas respostas não me deixaram nada tranquilo.
Finalmente, a  auditoria  independente realizada ao DCIAP traça um  retrato da justiça em Portugal que deixa qualquer cidadão preocupado, como muito oportunamente a Estrela Serrano lembra
Obviamente, há razões para estar preocupado com a justiça, quando vejo que, além do que é visível em relação aos procedimentos, se põe  em causa o regular funcionamento de uma importante  instituição como  o DCIAP, onde o pessoal da investigação é escolhido através de rigorosos critérios de amizade pessoal.

Há, mas não são verdes



Manhã gélida de  Janeiro.  Neva. Embora um pouco a contra gosto, chefe do governo, ministro do ambiente  e assessor de imprensa enfrentam a neve para fazer um spot que testemunhe o compromisso ambiental do governo. 
As eleições aproximam-se e é preciso impressionar os eleitores.
Ninguém planta árvores em Janeiro, mas  a câmara fixa uma árvore que vai ser plantada naquela manhã. Depois detém-se nos membros do governo, enregelados, segurando copos de plástico com café quente e guardanapos de papel. Diante das câmaras chefe do governo e ministro do ambiente dizem algumas palavras de circunstância sobre a importância de preservar a floresta. Depois apelam aos consumidores para terem comportamentos sustentáveis. A câmara volta a focar a árvore, o assessor de imprensa ordena que termine a filmagem com um zoom.
Estão todos a tiritar. Os membros do governo  entregam os copos de plástico, os guardanapos e lenços de papel ao assessor de imprensa.
O que é que eu faço com isto?- pergunta o assessor encalacrado
Faça o que quiser, mas despache-se, porque está um frio do caraças e temos de ir embora
O que é que eu faço à árvore? – pergunta o realizador do spot
Deite-a fora! Ninguém planta árvores em Janeiro e essa árvore já está morta- responde o assessor, enquanto deita para o chão os copos de plástico, guardanapos e lenços de papel, que espezinha furiosamente.
A cena passa-se na série Borgen que a RTP 2 exibiu no início deste ano, mas podia ter-se passado em Portugal, a propósito da Fiscalidade Verde.
É tão hipócrita como o spot da série Borgen. Não passa de um assalto aos nossos bolsos, mascarada de defesa do ambiente.

A Murcona

Apesar de a imprensa alemã confirmar que Maria Luís pediu a Schaueble para se manter firme e duro, a ministra das finanças continua a negar essa evidência.
Talvez tenha sido por isso que, durante um comício do Bloco de Esquerda no Porto, alguém disse que a ministra estava a ser  Murcona.
O linguarejar nortenho por vezes é sublime, pela assertividade com que traduz certos estados de espírito. Não deve haver, na língua portuguesa, melhor palavra do que MURCONA para definir Marilú e os seus colegas agachados perante o imperialismo alemão.
Perdão... eu escrevi colegas? Peço desculpa, mas não quis ofender.Fui influenciado pelas declarações da própria ministra.