sábado, 17 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXVII)

Porque é preciso não deixar de sonhar, este fim de semana trago-vos esta fascinante memória de Ellis Regina.
Boa noite e bom domingo

Lição da Semana

Se cada utilizador/a das redes sociais, em vez de publicar fotos de filhos e netos, se dedicasse de corpo e alma à causa ambiental, escrevesse e partilhasse textos sobre  sustentabilidade, não correria o risco  de vir a ser acusado/a por essas mesmas crianças, de nada ter feito para lhes deixar um planeta  saudável em que fosse agradável viver.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXV)

Acabou o Carnaval, mas a música brasileira ainda vai ficar por aqui alguns dias para recordar alguns sucessos. Como este de Sandra Sá, por exemplo.
Boa noite!

O PARAÍSO ESTÁ EM CRISE!




Durante as décadas de 80 e 90 passei várias vezes férias nas Maldivas. Creio que nunca estive tão perto da noção  que tenho de Paraíso como lá. (À Patagónia ou Terra do Fogo, falta aquela temperatura ímpar do ar e da água).
Lembro-me de num dia de Natal, ver o Pai Natal chegar de barco e atracar no cais do hotel, deixando a criançada em êxtase. Éramos ainda poucos, espalhados pelos bungallows em cima da água
No início do século XXI apercebi-me que o Paraíso começava a ficar conspurcado e demasiado populoso para o meu gosto. 
Aquele recatado café em Malé, longe do Paraíso,  onde por vezes ia de manhã para escrever, tornou-se um ponto de atracção turística e as lojas onde parava para amena cavaqueira tornaram-se locais assépticos e globalizados.
Apesar de tudo, solto um lamento quando leio notícias que dão conta da grande crise política que está a atingir as Maldivas. 
Nunca é  bom agoiro, quando uma crise atinge o imaculado Paraíso.

Os Brandos Costumes nas revistas cor de rosa

Parece-me de extremo mau gosto que uma dessas revistas de mexericos, a que se convencionou chamar cor de rosa, tenha publicado na capa, em grande destaque, um caso de aparente negligência das autoridade.
Reduzindo a notícia ao essencial:
Bárbara Guimarães foi apanhada hã três meses a conduzir com uma taxa de alcoolemia de 2,8%. Não sei se foi na mesma  noite em que foi apanhada  depois de embater com o jeep, onde levava a filha menor, no banco traseiro.
Não me interessa e -  repito-  considero nojento que uma revista  tenha fotografado a apresentadora da SIC a conduzir o seu veículo, quando devia estar inibida de conduzir.
Se trago este caso à colação, é com um único intuito. Como não acredito que  Bárbara Guimarães tenha sido perdoada ou esteja a ser protegida pelas autoridades,  não me surpreende que a maioria dos condutores apanhados em infracções graves continue a conduzir descansadamente nas estradas portuguesas, porque a única coisa que preocupa seriamente as autoridades é punir  os condutores apanhados com excesso de velocidade.


Em tempo: por mero acaso encontrei este post publicado em 2009 que, em certa medida, contradiz o que escrevo hoje, sobre a protecção das autoridades a algumas figuras públicas, mas tenho consciência de que os tempos eram outros. Ora leiam:


Carolina Salgado deixou de ter direito a segurança privada, paga por todos os portugueses, com o beneplácito da srª Procuradora Maria José Morgado. A causa? Aparentemente a última cena de ficção da Vidente do Monte da Virgem, cujo cenário foi uma quinta no Alentejo de onde se recusa a sair. A causa remota, porém, estará relacionada com o facto de os seus seguranças ( pagos pelo erário público, repito...) terem impedido que fosse sujeita a controlo de alcoolemia quando teve aquele acidente às 4 da manhã na ponte da Arrábida e que motivou a sua retirada para o Alentejo a fim de escrever mais um livro.Presumo que o CM chore amargamente a desdita da sua colunista que escreve através de um “ghost wtiter”

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXIV)

E porque hoje é Dia dos Namorados, esta Memória vem mesmo a calhar, não vos parece?

Quando S. Valentim estragou um conto de Fadas

Era uma vez uma jovem que via muitas telenovelas, lia a “Maria” e sonhava casar com um homem rico. Um dia encontrou uma Fada que lhe disse:
- Posso satisfazer-te esse desejo, com uma condição: terás de ir trabalhar  numa casa de alterne.
- Quanto tempo?- perguntou a jovem
- Não muito. O suficiente para eu fazer o meu feitiço.
Ao fim de alguns meses, numa manhã de nevoeiro, a Fada voltou a aparecer e disse-lhe :
- Prepara-te. É hoje que vais encontrar o teu futuro marido.
A jovem passou o dia em sobressalto. Foi ao cabeleireiro, pediu dinheiro emprestado para comprar um vestido novo e à noite sentou-se na sua mesa habitual à espera do homem que lhe iria mudar a vida.
Ao bater das 12 badaladas da meia-noite, viu entrar um homem que conhecia das capas de revista e não teve dúvidas que era aquele o marido que a Fada lhe destinara. Não era bonito, era já um pouco velho, mas a conta bancária colmatava esses pequenos defeitos. Pensou que a  Fada podia ter sido mais generosa,  mas  se era aquele que ela escolhera, devia saber o que estava a fazer.
Confortada com esta ideia, não hesitou. Passados alguns dias estava a viver com o homem que a Fada lhe destinara. Foram muito felizes durante dois anos. Ela começou a aparecer nas capas de revistas, exibindo roupas luxuosas e sorrisos de plástico, evidenciando o desafogo em que vivia. O problema é que o companheiro não queria nada de casamento  e ela começava a desesperar.
Um dia, numa visita a Lisboa, encontrou a Fada no Jamaica e atirou-lhe:
- Enganaste-me, Fada! Afinal ele não quer casar comigo…
- Não tenhas pressa. Ele não te dá tudo o que desejas?
- Sim, mas é velho, um dia bate a bota e eu fico sem nada…
- Eu fiz o que tinha a fazer. Agora é a ti que compete fazer o resto.
A jovem era um bocado lerda, por isso não entendeu as palavras da Fada e decidiu agir de acordo com  a sua ambição. Começou  a roubar o companheiro.
Quando percebeu que estava a ser vigarizado, o candidato a marido decidiu pô-la na rua.
Despeitada, jurou vingança e resolveu escrever um livro contando algumas malandrices do seu companheiro. Como a imaginação era demasiado fértil, carregou nas cores da paleta, inventou umas mentiras que um casal de Lisboa lhe soprou ao ouvido e tornou-se escritora de ficção.
O livro foi um sucesso de vendas e despertou a curiosidade de um realizador de cinema, que pretendeu transformá-lo em filme. A jovem já pensava ser a protagonista, mas teve de contentar-se com o argumento. Para a compensar, o realizador ofereceu-lhe uns fins de semana em Lisboa e disse-lhe que havia uma senhora que estava disposta a ajudá-la, desde que ela contasse umas histórias em Tribunal.
A jovem aceitou de imediato. Dando asas à imaginação inventou umas histórias, garantiu em Tribunal que tinha assistido a umas cenas com fruta que puseram em delírio a imprensa desportiva, o Correio da Manha e os adeptos do Benfica. Passou a ter segurança privada, espatifou um jeep durante a madrugada, em condições que a imprensa escondeu, refugiou-se no Alentejo em casa de um novo namorado, mas acabou outra vez mal, como podem ver aqui e aqui
Mas um azar nunca vem só! Os juízes descobriram que era tudo mentira e decidiram proceder criminalmente contra ela pelo crime de “testemunho falso, agravado”.
Quanto à senhora que a considerava testemunha credível, percebeu o logro em que caiu, assobiou para o ar e começou a dar entrevistas ao Mário Crespo na SIC, para falar de outros assuntos mais mediáticos.
É por estas e por outras que podemos estar descansados com a Justiça em Portugal.
Ao fim e ao cabo, foi só uma história de amor que acabou mal, em véspera de S. Valentim. Tal como o clima, também as histórias de amor e os contos de Fadas já não são como eram dantes. A culpa é da fruta, que afinal estava estragada!

AVISO: Publiquei este texto noutro blog, no  Dia de S. Valentim de 2009 mas como se tornou novamente actual para algumas cabecinhas obcecadas com o Apito Dourado ( apesar de Pinto da Costa ter sido ilibado  civil e desportivamente, continuam a esgrimir o Apito como se fosse um caso real e não de pura ficção) achei oportuno recuperá-lo para os arquivos do CR

Calendários



Hoje estive a analisar detalhadamente o calendário e concluí que 2018 não augura nada de bom. Até o Dia dos Namorados coincide com a quarta feira de cinzas, chiça!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXIII)


Eu acredito na Bethânia, mas continuo a adorar o luar do Guincho. Ou de Belmonte. Ou da Régua, quando o luar se espraia  nas águas do Douro.
Boa noite! 

Pausa para publicidade

É um facilitador de negócios?
Foi porteiro na Tecnoforma?
Criou cursos fantasma com verbas do FSE?
As suas acções  da SLN  que nem sequer estavam cotadas em bolsa  foram mais rápidas a dar lucros, do que o Speedy Gonzalez a dar uma queca?
Recebeu luvas da venda de uns submarinos?
Deu autorização para o abate de uns sobreiros em zona protegida?
Ganhou uma licenciatura na compra de um bolo rei?
Permitiu a construção de imóveis em RAN, alegando interesse público?
Vendeu património do Estado e recebeu comissões?
Tem outros  problemas sérios de corrupção, desonestidade e tráfico de influências, que o podem colocar no banco dos réus?

NÓS RESOLVEMOS O SEU PROBLEMA


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A Guerra dos Sexos

"A propósito da confusão que vai por aí sobre sexo, tenho uma notícia a dar aos meus amigos.

Há uns anos, vi um documentário sobre vida selvagem que nunca mais esqueci. Tratava-se de um leão a tentar copular com uma leoa. Depois de ter espantado todos os outros machos concorrentes, ficavam então sós o leão e a leoa. A leoa no seu tufo de erva e o leão a uma distância que ela considerava aceitável. Quando o leão ultrapassava a distância que ela considerava aceitável, era imediatamente corrido e a grande velocidade. O pobre rondava e ela permanecia no seu tufo de erva, inacessível. A coisa dura dias. O leão emagrece. Ruge cada vez mais rouco. Enquanto isso, a leoa rebola-se. Chama-o para logo o afastar sem piedade. A distância que ela considera aceitável vai encurtando, mas ao leão continua a ser negada a cópula. Ele, persistentemente chato, não desiste de a cortejar e ela, persistentemente provocadora, não desiste de se rebolar. Até que um dia, sem que decerto o leão perceba porquê, a leoa aceita-o e pouco depois cada um vai à sua vida. Com as devidas diferenças, e com excepção desse crime abominável que é a violação, é isto que se passa entre machos e fêmeas. Ou seja: nós mandamos!"

( Ana Cristina Pereira Leonardo no FB)


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXII)


Vamos lá a quebrar a rotina!
Boa noite

E por falar em rankings

Já sabem o que penso dos rankings das escolas, mas acreditem que há rankings piores.Mais funestos e com implicações mais problemáticas na nossa vida.
Se acreditam que  é uma coisa de chineses, desenganem-se. Isto é o retrato do futuro.  E há sobejas razões para nos preocuparmos.

O Cabo dos Trabalhos




A cidade do Cabo é uma das mais belas cidades de África e mesmo do mundo. 
Visitada anualmente por milhares de turistas, os quatro milhões de habitantes estão sob a forte ameaça de deixar de ver a água correr pelas torneiras. 
Não se trata de ficção. A ameaça é bem real e, embora o prazo de três meses seja provavelmente muito exagerado, a sistemática escassez de água obrigará a racionamentos drásticos no prazo máximo de um ano.
Deveríamos aprender com  o que se está a passar na cidade do Cabo e tomar medidas preventivas que atrasem e minorizem os efeitos da mais que previsível desertificação que irá afectar boa parte do nosso país nas próximas décadas. 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXI)



Esta semana, excepcionalmente, as Memórias  também chegam ao domingo.
É Carnaval e ninguém leva a mal. Ou leva?
Boa noite e boa semana!

Estilos de Liderança

Há três estilos de liderança para  se desenvencilhar dos adversários

1- Enfrente-os, mostre que é um ditador, o seu lema é "Quero posso e mando. Quem não está comigo está contra mim". Utilizado por Salazar, Trump ou Bruno de Carvalho

2- Se não quer ter chatices, compre os adversários. Com dinheiro, oferta de lugares e outras prebendas, ou chamando-os para  compartilhar a liderança. Muito utilizado por dirigentes partidários e por Luís Filipe Vieira

3- Responda aos seus adversários com títulos e sucesso. É o estilo de Pinto da Costa, mas também de António Costa, Mário Centeno ou Macron.