sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A vingança dos seguristas

António José Seguro e os seus apoiantes tiveram uma semana em grande, somando vitórias. O aproveitamento do fiasco  dos outdoors do PS foi gloriosamente assumido por António Galamba, um fidelíssimo segurista que avacalhou o partido; o avanço de Maria de Belém ( presidente do PS no tempo e Seguro) para as presidenciais foi bem orquestrado pelo ToZé que, para que a vingança seja total, anseia a derrota do PS nas legislativas.
Já aqui  tinha escrito -  e reafirmo hoje - que os seguristas tudo fariam para que o PS perdesse as eleições. Até votar no PSD/CDS, pois uma vitória de Passos/Portas sem maioria absoluta abrirá a possibilidade de Seguro regressar ao Rato, para se aliar com a dupla maravilha " em defesa do interesse nacional".
Ontem, em entrevista à "Visão", António Costa tirou o tapete a Maria de Belém, estragando um pouco a festa aos seguristas, mas muitos não vão desistir.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Dia nacional da Hipocrisia

Hoje assinalou-se o Dia mundial do Canhoto, mas em Portugal foi o Dia Nacional da Hipocrisia. Logo pela manha o conselho de ministros anunciou medidas de protecção para os idosos, mas fez questão de lembrar que só serão aplicadas depois das eleições. Ou seja, nunca...
Ao final da tarde as televisões abandonaram os incêndios e correram para a Manta Rota, para receber Passos Coelho que hoje iniciou as suas ferias. 
Seria de esperar que o Pm  , que em tempos pediu a comunicação social para respeitar a sua privacidade e se abster de explorar a doença da mulher , tivesse o decoro de evitar exibi-la perante as câmaras, mas a falta de vergonha e de escrúpulos  de PPC não tem limites, por isso não se absteve de se passear com a mulher, sorrir e acenar para as câmaras, numa atitude que, mais do que hipócrita, revela a  natureza hedionda deste FdP.

O acordo

Merkel parece estar descontente  com o acordo entre a Grécia e os credores. Não admira. A Alemanha ganhou mais de cem milhões de euros com a dívida grega e pelo menos outro tanto com as dívidas dos periféricos. A crise dos países pobres é pois um bom negócio para este país de chulos e criminosos e ela pretende que  o acordo com a Grécia permita aos alemães continuarem a viver acima das suas possibilidades, à custa da exploração de povos europeus que vivem na miséria. 
O novo acordo entre a Grécia e os credores prevê a criação de um fundo de activos ( aquele que o Passos diz ter sido ideia sua, mas afinal terá saído da cabeça de um calvinista holandês) avaliado em 50 mil milhões de euros que oferece como garantia todos os bens estatais susceptíveis de privatização. Por outras palavras: infraestruturas como estádios de futebol, portos e aeroportos;empresas públicas; recursos naturais como ilhas, parques naturais ou minas, tudo passará a integrar o fundo de garantia. 
Para a agiota alemã, ainda é pouco. Ela quer que os gregos lhe paguem  guardanapos debroados a platina para limpar as beiçolas e papel higiénico com  pepitas de ouro para limpar o olho entre os glúteos. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Azeiteiros

A polémica dos cartazes tem servido apenas para desviar a atenção das pessoas sobre o essencial e evitar a discussão, durante a pré-campanha, do que realmente interessa aos portugueses: quais as alternativas que os partidos  lhes oferecem e garantem um futuro melhor?
Enquanto o PS  tarda a mostrar, de forma assertiva, as propostas que diferenciam o seu programa do da coligação e podem devolver a esperança a muitos milhares de portugueses atirados para a miséria pelo actual governo, a coligação esconde os seus propósitos de maior empobrecimento dos portugueses e aumento das desigualdades, se ganhar as legislativas e Outubro..
À coligação o debate sobre o futuro não interessa, porque lhe retira votos . Conta com o beneplácito da comunicação social que, diariamente, veicula notícias encomendadas pelos gabinetes ministeriais, publicando-as de forma acéfala  e acrítica, fazendo crer que o país está muito melhor e os portugueses podem ter esperança no futuro.. Nas redes sociais, o governo vai seguindo a estratégia de 2011, convidando jornalistas e bloggers para almoços, onde vende a sua propaganda que eles depois veiculam na blogosfera, nas redes sociais e também nos jornais onde trabalham.
A polémica dos cartazes é um fait divers que cai como sopa no mel para os interesses da coligação. O PS está a falhar estrondosamente em termos de comunicação, mas só tem a perder se entrar num bate boca aos estilo " os meus são maus, mas os teus ainda são piores". Se a coligação utilizou estrangeiros nos seus outdoors, é bom que se denuncie, mas logo a seguir é importante desferir um ataque político consistente, que abale os alicerces do programa(?) do governo.  
Fazer um pé de vento, porque a coligação utiliza imagens de um tipo que faz publicidade a uma clínica da visão ou uma fulana que enaltece as virtudes de um azeite, é irrelevante. Todos sabemos que os partidos do governo estão prenhes de azeiteiros e de ceguinhos. Os tugas é que se recusam a ver essa realidade.


Ilusionismo

Graças a uma comunicação social acrítica e acéfala, que defende o governo com unhas e dentes em vez de cumprir a sua missão de informar, PSD e apêndice não precisam de se esforçar muito para fazer campanha. O importante é criar a ilusão de que estamos melhor, invocando argumentos que o próprio governo usava como causa da ruína a que chegámos em 2011: vivermos acima das nossas possibilidades.
O aumento do crédito, sobretudo ao consumo, não é uma boa notícia mas, em plena pré campanha, vale tudo para enganar os portugueses e lhes criar a ilusão de que estamos a viver melhor.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Belém a Belém?



Foi com absoluta surpresa que li a notícia da pretensão de Maria de Belém se candidatar a PR e se tornar inquilina do palácio com o seu nome.
Antes que alguém me acuse de misoginia ( ou será misogenia?) devo esclarecer que teria o maior prazer em ver uma mulher em Belém.  Mas não a Maria do dito, nem Assunção Esteves que  há dias anunciei  aqui como putativa candidata ao palácio cor de rosa. 
Em relação a Assunção Esteves explicarei as minhas razões mais tarde. Quanto a Maria de Belém, tenho várias razões para nunca lhe  dar o meu voto, como o facto de ser a candidata do PS mais apreciada pela direita ( razão que explica a forma entusiástica como a sua putativa candidatura tem sido promovida pela comunicação social) mas deixo aqui apenas uma, muito objectiva e suficientemente esclarecedora:  quando foi presidente da comissão parlamentar de saúde, aceitou um convite para ser consultora da Espírito Santo Saúde. Para promiscuidade, já chega. Por isso, a minha resposta à pergunta Maria de Belém a Belém, é muito sixties e ecológica: Não, obrigado!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Burlas e burlões

Pedro Passos Coelho, primeiro ministro português, burlou 10 milhões de pessoas em 2011 e está em vias de  renovar o seu mandato, com o apoio de alguns milhões de tugas.

domingo, 9 de agosto de 2015

(Já) Não há estrelas no céu do Adolfo

Desde o primeiro debate que tive com Adolfo Mesquita Nunes, na Rádio Comercial em 2009, que percebi estar na presença de um tipo ultra-liberal para quem os direitos dos consumidores eram alvo de chacota e desprezo. Esse facto não o impediu, porém, de aceitar a pasta da defesa do consumidor durante uns meses...
 Não teve tempo para neutralizar a ASAE, como seria certamente seu desejo,  mas no Turismo tem tomado decisões que evidenciam a sua alergia a tudo quanto diga respeito aos direitos dos consumidores.
A última é uma portaria, em vias de aprovação, que visa acabar com a obrigatoriedade de classificação de hotéis por estrelas.
A ideia inicial de Adolfo era pura e simplesmente acabar com a classificação por estrelas em todos os estabelecimentos de hotelaria e turismo, uma informação fulcral para os consumidores e agentes de turismo. 
Perante a oposição da Associação de Hotelaria de Portugal, (AHP) e da AHRESP, Mesquita Nunes foi obrigado a fazer uma pequena cedência: depois de aprovada a portaria dos "Hotéis sem estrelas" apenas os hotéis com 3 ou mais estrelas ficarão isentos de adoptar a classificação por estrelas podendo, no entanto, optar por as manter.
Os critérios serão, a partir de Setembro, menos transparentes e susceptíveis de lançar grande confusão entre consumidores e operadores turísticos, mas Adolfo Mesquita Nunes está orgulhoso com a sua medida inovadora.
Já não se suporta tanta idiotice! Nem  a inércia de organismos que têm como missão defender os direitos dos consumidores.