sexta-feira, 29 de julho de 2016

Até me dá náuseas!

Quando penso que Hillary Clinton poderá ser a nova presidente dos EUA até me dá náuseas, mas depois penso que a alternativa é Donald Trump e fico logo bom...

Crónica de um dia estranho

Um especialista em profecias anunciou num canal do  You tube que hoje haverá um terramoto que tornará insustentável a vida na Terra. Ou seja, o mundo vai acabar hoje.
Embora a NASA já tenha deixado claro que não está preocupada, eu devo confessar que, na sequência do anúncio do fim do mundo, fiquei muito preocupado com outras  notícias. Como, por exemplo, a de que o  Pentágono está preparado para um ataque de zombies
Mas há mais...Elon Musk, CEO da TESLA ( empresa especializada em automóveis eléctricos) lançou uma ONG para tentar impedir um apocalipse provocado pelos robôs
A possibilidade de a Inteligência Artificial poder terminar numa revolta das máquinas contra o Homem é um assunto que já preocupava a minha avó e que me assustava  de tal forma quando era miúdo, que ganhei alguma aversão às máquinas. 
Há muito tempo que pensava ter ultrapassado esse problema mas há umas semanas, ao ler uma entrevista na Visão  de  Pedro Domingos, professor de ciências da computação na George Washington University, voltei a ficar assustado.
É que este ilustre professor português, admirado por Bill Gates que ainda recentemente disse ao mundo ser indispensável  a leitura do livro  "The Master Algorithm", da autoria de Pedro Domingos, para perceber a Inteligência Artificial, disse na entrevista à "Visão" que  "o risco da Inteligência Artificial não é que os computadores se tornem demasiado inteligentes e tomem conta do mundo. O risco é que eles são demasiado estúpidos e já tomaram conta do mundo".
Ao ler isto pensei logo no Schaueble, no Durão e nuns quantos mais  e interroguei-me: serão zombies ou robôs?
Até agora, não encontrei a resposta, mas que eles tomaram conta do mundo, não me restam dúvidas

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Com jeito vai...

... e um dia destes, estes tugas inventam uma App que detecta a diferença entre malucos e terroristas

Olhó robot




Aproveito este tempo de adaptação ao meu novo Rochedo ( ainda ando a tatear os cantos à casa, não tenho TV por cabo nem pacotes de Internet) para avisar os leitores que podem estar descansados, porque não sou nenhum robô.
Não precisam, por isso, de me estar sempre a perguntar, quando faço menção de publicar comentários nos vossos blogs. 
É que o meu acesso à Net faz-se através de uma velha pen lentíssima e, só para confirmar que não sou um robô, perco um tempão precioso que me sai bastante caro.
Compreendam, então, que não vos visite com frequência, pelo menos até final de Agosto, pois até lá decidi viver sem TV nem Internet  grátis à disposição a toda a hora.
Aproveito para informar os leitores que vou tentar recuperar a rubrica "posts com música" que fez algum sucesso por aqui nos Verões de 2009 e 2010.
O  post anterior foi o primeiro desta nova série que tentarei aprimorar com o tempo.
Muito agradecido pela vossa compreensão.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Tá quetinho, ou lebas no fucinho



Soube-se hoje que a Comissão Europeia decidiu aplicar uma sanção zero a Portugal.
Passos Coelho, porém, já  tinha sido informado da decisão no domingo à noite. Ficou tão doente, que no dia seguinte faltou à audiência com Marcelo. 
O PSD está de luto. No CDS as opiniões dividem-se entre os crististas ( moderadamente satisfeitos) e os imbecis, também conhecidos por  melistas, que estão inconsoláveis.
Marilu está à beira de um ataque de nervos, mas telefonou a Schaueble que lhe disse para estar tranquila, porque em setembro vem aí o diabo cortar os fundos europeus. E até lhe enviou esta canção que tem no toque de telemóvel, para que ela perceba que a sanção zero a Portugal esconde uma ameaça, para o caso de a geringonça continuar a ter sucesso na redução da despesa e no equilíbrio das contas públicas.
Marilú decidiu adiar o internamento numa clínica psiquiátrica até que sejam confirmadas as previsões do seu amante  amigo alemão.
.

Já reparou que o seu salário encolheu?

Para quem ande distraído, venho lembrar que a domiciliação da conta ordenado (salários e pensões) deixou de ser gratuita.
Os bancos têm de arranjar dinheiro, custe o que custar, por isso agora cobram custos de gestão mensais sobre essas contas.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Coisas que aprendi nos últimos dias

Não ler jornais, nem ouvir ou ver noticiários portugueses faz bem à saúde;
Não há terroristas na Alemanha, porque foram todos para França;
Os gajos que andam a matar e ferir  infiéis são todos malucos;
O governo alemão está cheio de pirómanos. Pensava que eram  malucos como todos os pirómanos, mas afinal são terroristas que querem destruir a Europa.

Oh my God!




A falta de pontualidade é uma característica dos portugueses que lhes confere alguma graça mas, por vezes, se torna irritante e mera figura de cartaz para turista ver.
Vem isto a propósito do constante atraso no início de espectáculos e na perturbação causada em espectáculos de ópera, cinema ou teatro por grupos de atrasados que parecem fazer gala em ser os últimos a entrar na sala.
Há algumas semanas fui ao Casino Lisboa ver My God, com Joaquim Monchique. Quando imprimi os  os bilhetes anotei, com agrado, o aviso deixado aos espectadores:
" O espectáculo começa imperetrivelmente às 21h30m, sendo proibida a entrada na sala, depois do início do espectáculo".
Rejubilei com o facto de haver gente civilizada no país que faz da pontualidade um ponto de honra.
O júbilo esfumou-se, porém, no dia do espectáculo. O espectáculo começou apenas às  21h45m e, depois dessa hora, já com o espectáculo a decorrer, ainda vi entrar algumas pessoas.
Este é apenas um exemplo da falta de respeito e civismo que impera neste país. Desrespeitaram-se os  cumpridores e mostrou-se aos incumpridores que podem continuar a chegar atrasados, porque os avisos são só para inglês ver.
Em Portugal, o único sítio onde os horários são cumpridos, é nos locais de trabalho. E mesmo assim, nem sempre, porque se há exigência no cumprimento da hora da entrada, já na hora da saída há muito patrão a pedir alguma condescendência se em vez de sair às 17, for preciso sair uma hora mais tarde, sem direito ao pagamento de horas extraordinárias.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

TERAPIA





No início do ano, a RTP exibiu a série TERAPIA. A acção decorre no gabinete de um psicólogo que, em cada dia (fixo) da semana, recebe um paciente.
Um desses pacientes era um atirador especial que, durante um assalto a um banco, procurou evitar a morte de reféns, abatendo o assaltante mas,  acidentalmente, matou também uma criança.
Durante as semanas de terapia, o agente insiste com o psicólogo que não tem quaisquer remorsos por ter matado a criança, pois cumprira a sua missão ao matar o criminoso e não tinha culpa do ricochete da bala que vitimara a criança.
O seu principal e repetido argumento era ter sido treinado para matar e ser  para isso que lhe pagam.
Quando a série estava a ser exibida na RTP fui ver "American Sniper" e comparei o filme ao agente de "Terapia". Entre os dois há um propósito comum: cumprir uma missão para a qual são pagos. O facto de o alvo ser um ser humano é completamente indiferente para ambos.
Lembrei-me da série e do filme a propósito das discussões que andam por aí sobre a barbárie dos terroristas. Muitos perguntam como é possível matar inocentes. Outros garantem que são gente perversa, com desequilíbrios mentais, ou fanáticos, porque gente normal não seria capaz de praticar tais crimes.
Permito-me discordar de quem assim pensa. Os terroristas que atacaram o Bataclan  e o Charlie Hebdo têm o mesmo esquema mental do Sniper ou do atirador especial. Nenhum deles, quando dispara, vê pessoas humanas. Vê apenas alvos. Iguais àqueles dos jogos da Play Station.
A única diferença é que o sniper e o atirador são pagos para matar, enquanto os terroristas do Daesh matam por ideologia, convicção e... FÉ!
Todos estão a cumprir uma missão. Mesmo que em alguns casos possa ser uma missão divina, recompensada com o Paraíso e umas dezenas de Virgens, após a morte. Ou seja, enquanto Sniper e agente são pagos a pronto, em cash, os terroristas do Daesh matam a crédito.

Eu sei que sou um sacaninha...

...mas há coisas que não me saem da cabeça.
Ano passado, por esta altura, avizinhava-se a campanha eleitoral e Passos Coelho deixava-se fotografar por tudo quanto era jornal e revista e chamava as televisões para se mostrar ao lado da mulher Laura, que lutava contra um cancro.
Um ano depois Passos Coelho está todos os dias nas rádios, televisões e jornais, fala da vinda do Diabo a Portugal com apreço,  mas de Laura nem sinal e da doença que a afecta nunca mais se ouviu falar.
Não, isto não é só uma crítica a Passos Coelho... é também ao jornalismo feito por badalhocos.

domingo, 24 de julho de 2016

Sigam o João!




O Comité Olímpico Internacional (COI) deverá decidir hoje se expulsa a Rússia dos Jogos Olímpicos, na sequência desta queixa.
Muito provavelmente, à hora a que lerem este post pré agendado, a decisão já será conhecida. Isso não é, no entanto, o motivo de voltar a abordar este assunto. Independentemente do resultado final, o espírito olímpico está desvirtuado e os JO do Rio fazem-me lembrar cada vez mais os de 1936, disputados em Berlim.
O clima de tensão existe e muito provavelmente haverá um Hitler encapotado a assistir nas bancadas. Só falta saber quem será o atleta a desempenhar o papel de Jesse Owens.
Não será certamente João Rodrigues, o velejador português que estará presente nuns Jogos Olímpicos pela sétima vez,sem nunca ter ganho uma medalha.
Dizia ele há dias à Antena 1, que a possibilidade de ganhar uma medalha é zero, mas isso pouco lhe importa, porque o mais importante para ele é poder participar. Era bom que os senhores do COI tivessem o espírito olímpico de João Rodrigues, na hora de decidirem, recusando ceder a pressões políticas dos EUA que querem aproveitar os Jogos do Rio para humilhar a Rússia.
Num mundo em efervescência, a última coisa que precisávamos era de uma birra dos americanos.
Por isso, o meu conselho aos senhores do COI é:  sigam o João, não sigam o Durão.


sábado, 23 de julho de 2016

Dia do Postal Ilustrado (13)

Este postal foge um bocado às regras mas, depois de ponderada avaliação, o júri ( moi même) decidiu aceitá-lo sem que para tal se sinta obrigado a dar explicações.
O postal foi enviado pela leitora Benedita que não tem blog, mas enviou  o historial deste belíssimo exemplar.
Trata-se da reprodução de uma pintura do artista brasileiro Zavala Rodrigues e tem a particularidade de ter sido pintado com a boca.  Zavala Rodrigues integra o grupo  paulista "Artistas Pintores Sem Mãos" e o postal, que reproduz uma inundação na localidade de Vilarejo, foi enviado à Benedita em 1991 por uma amiga.
Nessa época ainda não existia em Portugal a Sociedade de Artistas Deficientes Manuais (SADM). Fundada em 1997 e com sede nas Caldas da Rainha, a SADM é, desde há muitos anos, a minha fornecedora de postais de Natal e era já minha intenção publicar um ou dois trabalhos destes artistas. Irei fazê-lo mais tarde, mas não podia deixar de dar prioridade a este postal enviado por mais uma leitora brasileira do CR, a quem muito agradeço a participação.
Entretanto, quem quiser participar já sabe o que deve fazer, mas fica aqui de novo o endereço do mail para onde podem enviar os vossos postais ( num máximo de 3):
diabilhetepostal@yahoo.com

Estou muito mais descansado ( ou talvez não...)

O post anterior, em que levantava a hipótese de o ataque ao centro comercial em Munique ter sido uma encomenda de Erdogan,  continha uma boa dose de ironia.
É que depois de  Merkel ter dito que o que se passou em  Munique não  foi um ataque terrorista fiquei  mais descansado, mas  um bocadinho confuso.
Felizmente, umas horas depois, veio um senhor qualquer à RTP3 explicar que a senhora Merkel tinha razão. O que se passou em Munique não foi terrorismo, porque não foi um ataque jihadista.  Segundo o especialista em causa, terá sido "um acto ameaçador motivado por questões ideológicas que tinha por objectivo contestar a política europeia em relação aos imigrantes". E até comparou com o que se passou há cinco anos em Oslo, que para o dito especialista também não foi terrorismo.
Fica assim confirmado o que eu escrevera ontem. Quando a extrema direita mata não há terrorismo, mas sim divergência ideológica.
Graças à senhora Merkel  fiquei a perceber ainda melhor  as causas do estado a que a Europa chegou. Tornou-se absolutamente clara a razão de a UE não decidir nada e, melhor ainda, o silêncio sobre o golpe na Turquia.
Fiquei muito preocupado mas, felizmente, as  informações contraditórias da polícia alemã , a esclarecedora conferência de imprensa  e os  especialistas que vão às televisões descansar as pessoas explicando o que distingue um ataque terrorista de  "um acto ameaçador motivado por questões ideológicas que tenha por objectivo contestar a política europeia em relação aos imigrantes".
Não sei como isso encaixa com o facto de o atacante ser germano-iraniano, mas isso também não deve ter qualquer importância.
Fiquei com a sensação- mas isso o especialista não disse- que a Alemanha está livre de actos terroristas. E isso deixou-me muito mais descansado. Ou talvez não...