segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Atrás de mim virá...



" O sorriso de Frauke Petry traz o terror de volta à política alemã. Parece tão simpático. Tão repugnantemente simpático".
Quem escreve isto é um colunista alemão ( Hans Hutt)  no Der Freitag
Por esta brevíssima análise, facilmente se percebe que a lider  do AfD (Alternative fur Deutschland), partido de extrema direita alemã  em ascensão meteórica ( fiou em segundo lugar em Berlim nas eleições de 18 de Setembro e já tem representação nos parlamentos de 10 dos 16 estados alemães) está a causar algum pânico na Alemanha. Ao ponto de o Der Spiegel a tratar como Adolfina ( numa alusão clara a Adolf Hitler)
Há mesmo quem diga, na Alemanha, que depois de Merkel o futuro será negro e os alemães ainda vão ter saudades  da sua Angelina.
No entanto, há algumas semelhanças entre Ângela Merkel e Frauke Petry:
Ambas são licenciadas em áreas de Química; 
Chegaram à liderança dos seus partidos por vias pouco claras;
São fortemente criticadas pelos seus antecessores, que as acusam  de desvirtuar os princípios programáticos dos respectivos partidos
E. last but not the least, ambas vieram da Alemanha de Leste.
Há tempos escrevi um artigo onde manifestava a minha recusa em celebrar a queda do muro de Berlim, porque considerava que isso iria trazer mais prejuízos para a Europa, do que benefícios.
Fui severamente criticado, cheguei mesmo a ser insultado por ter alvitrado  que a queda do Muro de Berlim, ao contrário do que muitos diziam, não iria consolidar a paz na Europa, mas sim fomentar a guerra. 
Gostava de me ter enganado, mas Frauke Petry é apenas uma prova de que os meus piores receios se estão a confirmar. A Alternativa que ela propõe é bem pior que a receita que conhecemos nos últimos 10 anos.
É altura de começarmos a admitir que mais uma vez se confirma o adágio popular "Atrás de mim virá, quem de mim bom fará!"

Venham daí!



O Outono não é sóa nostalgia de "Les feuilles mortes".Nem  prenúncio de fim de ciclo.
Às vezes também é ressurreição, renovação  e esperança. 
Por isso decidi regressar a um ponto perdido e retomar esta viagem, embora seguindo por outros caminhos. Espero que me acompanhem.

sábado, 24 de setembro de 2016

Dia do postal ilustrado (21)

Depois da arreliadora interrupção provocada pela minha azelhice ( e pela falta de rede da Internet aqui em casa, convenhamos) está de regresso o Dia do Postal Ilustrado




Os postais desta semana foram enviados pela Majo. cuja participação muito agradeço.
O primeiro é da bela cidade de Lagos, quando ainda não tinha avenida marginal. A Majo não indica o ano, mas deve ser mesmo muito longínquo, pois não recordo a cidade sem marginal


O segundo reproduz elementos característicos do Algarve.
Ambos foram retirados da Net, porque a Majo não tinha postais antigos, mas pretendeu participar. E fez muito bem, não vos parece?
Pela minha parte um grande obrigado!

Isso não existe, pá!

Os tugas dividem-se em dois grupos:
-os que querem saúde à borla, reforma garantida, escolaridade gratuita, palettes de auto estradas sem portagens, transportes públicos mais baratos e tudo a que reclamam ter direito, só porque nasceram, mas não querem pagar impostos 
- os que aceitam pagar impostos, mas acham um abuso taxar os mais ricos e preferem que os impostos recaiam sobre os rendimentos do trabalho.
Estes últimos habitam no mundo daqueles que não pagam impostos sobre o trabalho, porque vivem da economia paralela.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Those were the days (27)


Se eu pedisse aos leitores para identificarem este objecto, a maioria responderia que é um alicate. Correcto. Há apenas um porém... Trata-se de um alicate muito especial utilizado pelos "trinca-bilhetes" hoje conhecidos como revisores. Com este objecto, os trinca-bilhetes, conhecidos em Lisboa como " Picas" fazia um furo que inutilizava os bilhetes, hoje conhecidos como títulos de transporte ( Ver aqui

Caramelos Vaquinha (12)








"Esta paródia senil, protagonizada por jovens burgueses criptocomunistas e habilidosos pantomineiros da velha escola, sairá cara ao meu partido"
(Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS)

Creio que a frase proferida por este prodígio da política eternamente adiado, é suficientemente impactante para justificar o regresso desta rubrica ao CR.
Anda por aí muita gente escandalizada, porque Mariana Mortágua disse que era  preciso ir buscar dinheiro a quem o anda a acumular  graças à  pobreza  a que condenaram outros durante a crise, mas ninguém  se  indignou nem pronunciou sobre as alarvidades deste Betinho.
Portanto, se bem entendi, os portugueses admitem que pessoas que acumularam riqueza durante a crise, à custa da exploração de quem trabalha, ou graças à economia paralela, não devem  pagar impostos, mas sim receber uma medalha no 10 de Junho. 
Ás tantas, vai-se a ver e temos quase 10 milhões de caramelos a viver em Portugal. A Vaquinhas e que nem todos podem aspirar. 

Os Três Porquinhos no divã

Agora que Passos Coelho, forçado pelo PSD, optou por salvar a pele e desistiu de apresentar o livro do candidato a prémio Nobel da pulhice, está completo o elenco dos 3 Porquinhos
Para quem ainda não conheça o argumento, esclareço que o filme decorre no consultório de um psiquiatra e gira em volta de um porco arquitecto com problemas de personalidade que sofre de distúrbios mentais. 
Cada vez que tem uma crise, veste a  pele de uma personalidade. Assim, ao longo da vida já foi jornalista, arquitecto, delator ou escritor ( chegou a sonhar ser prémio Nobel) e uma série de personagens diversificadas quase sempre de má índole e calibre rasca, como foi o caso quando sede armou em detective à caça de gays em elevadores do Chiado.
O filme analisa a fase em que o arquitecto se transformou em Irene, a proprietária de um prostíbulo celebrizada numa canção de o  Nico Fidenco ( A casa de Irene). 
Saraiva, encarnando Irene, narra ao psiquiatra as histórias sexuais que os clientes lhe confidenciavam enquanto esperavam pela  prostituta favorita.
Estupefacto, o psiquiatra pergunta-lhe se o que lhe conta é tudo verdade. Saraiva apresenta-lhe o compincha pig Coelho que confirma as histórias e manifesta ao psiquiatra a sua grande admiração por Saraiva, uma pessoa " de notável inteligência e grande calibre intelectual".
O psiquiatra já não sabe o que pensar daquele duo e equaciona interná-los, mas é nessa altura que entra  o porco Valente, o produtor do filme que assegura nunca ter produzido obra de tão elevado nível técnico, e tão magistralmente escrito.
O psiquiatra pensa ver cifrões a bailar nos olhos do porco Valente e assume que também ele ( psiquiatra) não deve estar a bater bem da bola, por isso dá por encerrada a sessão de terapia  e vai a uma esquadra da polícia, onde apresenta queixa de três indivíduos de raça não identificada, que classifica de "loucos perigosos". 
Fonte bem informada assegurou-me que a verdadeira Irene tenciona processar o autor Zé Saraiva e o produtor do filme Guilherme Valente, pois a sua imagem sai fortemente beliscada. Recordo os leitores que Irene, apesar de muito solicitada pela imprensa italiana da época para divulgar nome de frequentadores do seu bordel, em troca de avultadas verbas, sempre recusou fazê-lo.
Compreende-se, por isso, que recentemente num círculo de amigos , depois de informada sobre o teor do livro,  tenha comentado:
Não admito que um filmezeco pornográfio de série B coloque em causa a minha dignidade. Nem eu, nem nenhuma das meninas seria capaz de divulgar as manias sexuais dos clientes da minha casa. Se não me pedirem desculpas públicas, processo-os.

Entretanto o elenco do filme já é conhecido
Saraiva ( autor) - o porquinho canalha
Passos  (político) - o porquinho cobarde
Guilherme Valente ( o editor)- o porquinho escroque

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Nós ( eles) os Ricos



Uma vez que ninguém se indignou com o estudo da Fundação Manuel dos Santos, que concluiu terem sido os mais pobres, os mais prejudicados pela austeridade, também não é expectável que vejamos telejornais a abrir com esta notícia da OCDE.
Os jornalistas em Portugal são personagens daquela série "Nós os Ricos".

Those were the days ( Especial)



O Verão terminou hoje e decidi despedir-me dele à minha maneira. Como antigamente.
No tempo em que não havia blogs nem Internet, as redes sociais não eram espaços virtuais, eu era um adolescente que adorava comunicar por música e francófono assumido, esta era uma das canções que tocava na minha geringonça, insistentemente, no dia em que o Verão se despedia.
Nesse tempo, distante meio século, eu ainda não descobrira o espectáculo maravilhoso de cores que inundavam  Trás os Montes e os vinhedos do Douro da minha paixão.
AVISO: Há dias, um post desta rubrica saiu sem imagem. Já pedi desculpa aos leitores por esse lapso mas agora, se seguirem o link deste texto, podem ver a imagem que estava associada ao post

Cuidado! O whiskey anda marado...

Quando jornalistas, alegadamente licenciados em economia, defendem com profunda convicção que uma família com habitações de valor TRIBUTÁRIO ( não de mercado) superior a 500 mil euros pertence à classe média, começo a desconfiar da sua idoneidade.
Quando esses mesmos jornalistas afirmam sem tibiezas que qualquer família da classe média tem uma casa na cidade e outra na praia, para além de oura herdada dos pais, começo a desconfiar da sua seriedade.
Mas quando esses e outros jornalistas transformam uma frase de uma deputada num encontro partidário, numa medida do governo que pretende taxar o património dos ricos, sem sequer ouvirem a opinião do ministro responsável, então concluo que essa gente perdeu completamente a noção da realidade e vive num mundo só deles, onde constroem  enredos e histórias, que confundem com a realidade.
Partindo do princípio que esses jornalistas não estão todos loucos, nem são desonestos ao ponto de pretenderem intoxicar a opinião pública com notícias falsas, então sou obrigado a concluir que algum agente externo, comum a todos eles, anda a perturbar-lhes o raciocínio. 
A culpa de tanta alucinação só pode ser do whiskey marado que anda por aí à solta na noite. Apesar de a ASAE ter encontrado e apreendido em bares, milhares de litros de whiskey marado, certamente não visitou os bares frequentados por alguns jornalistas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Those were the days(26)

Antigamente chamavam-se simplesmente bilhetes e alguns ( entre os quais me incluo) coleccionavam as capicuas que, dizia-se davam sorte.
Hoje em dia foram promovidos a títulos de transporte e não têm piada nenhuma.

Tanto mar

Abandonou Lisboa para ir trabalhar para o Fundão. Nos primeiros tempos foi um drama mas, com o decorrer das semanas e dos meses, foi-se adaptando. Em vez de ir ao cinema via os filmes em casa, de teatro não sentia falta, porque nunca fora consumidor, gins havia à fartazana nos bares  e a discoteca também servia muito bem para as suas necessidades. O único problema que tinha, dizia, era a falta do mar. Mas até esse problema estava prestes a resolver. Quando sentia muita necessidade de ver o mar ia até à praia…fluvial!

Já recomeçaram as aulas?

Ouvi dizer que o ano escolar já recomeçou. Não acredito. Só pode ser piada. Todos os anos há queixas de professores que não foram colocados, erros na distribuição de horários,protestos pela falta de pessoal auxiliar, professores colocados em várias escolas em simultâneo, alunos sem aulas por falta de professores.
Querem convencer-me que este ano, com uma geringonça a governar, o regresso às aulas  decorreu normalmente? Vão brincar com o Camões! 
Essa notícia  é só para desviar as atenções dos impostos brutais sobre a classe média, que estão a asfixiar as famílias.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Those were the days (25)


Só para avivar a memória daqueles que não se lembram e informar os mais jovens: antes do 25 de Abril quem quisesse usar  isqueiro era obrigado a obter  esta licença. A multa para os infractores era bem pesada...

E a boa notícia é...

...que sou um grande  nabo. Estive  três dias com dificuldades em postar e impossibilitado de publicar fotos, por uma azelhice que até tenho vergonha de vos contar.
A vida voltou à normalidade. Siga a rusga!

Declaração amigável

Seguia tranquilamente na estrada. Ao atravessar uma povoação parou na passadeira, junto a um cruzamento, para deixar passar três transeuntes. 
Voltou a arrancar mas, quando ia no meio do cruzamento, foi abalroado por um condutor que não respeitou o sinal STOP. Sai do carro furioso, pronto a insultar o energúmeno distraído e negligente mas, ao abeirar-se da viatura, percebe que o condutor é preto.
Refreia os seus ímpetos para não ser acusado de racista. Propõe então a assinatura da declaração amigável, mas o condutor informa-o que não tem seguro.
Então a solução é chamar a polícia- alvitra o condutor do veículo abalroado
É nesse momento que saem do veículo três latagões propondo uma solução mais consentânea. Cada um suporta o seu prejuízo e não se fala mais nisso mas, se o condutor abalroado pretender, um deles até trabalha numa oficina e faz uma reparação por bom preço.
A vítima recusa a oferta e insiste em chamar a polícia. Os ocupantes da outra viatura insistem que não faça isso. Está a ser um porco racista e vão eles apresentar queixa na polícia por estarem a ser vítimas de racismo.
O condutor lembra-se do livro de Pascal BrucKner “Os remorsos do Homem Branco”. Apesar de não tencionar aceitar a oferta, pede a morada da oficina e o contacto. Os ocupantes da viatura voltam a entrar no carro. Um deles diz:
Grande chatice, man! Agora vamos ter de roubar outro carro.

Não só podia ter acontecido, como aconteceu…

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Those were the days (24)



Há por aí alguém que ainda saiba lançar o pião?

AVISO!

to whom it may concern

Nada tenho contra os gordos, desde que não se sentem ao meu lado nos aviões ou nos transportes públicos.

O velho, o rapaz e o burro


Um jornalista (José Gomes Ferreira ) alegadamente especializado em matéria económica, que a um mês da falência do BES garantia ser seguro investir num produto toxico, descobriu que uma familia com património imobiliário de 500 mil euros pertence à classe media;
Um outro jornalista   (Fernando Lima) especializado em vender noticias falsas, braço direito de Cavaco Silva durante 20 anos, lançou um livro patético onde zurze no ex amigo e chefe, sem dó nem piedade, e auto proclama-se o grande obreiro da construção da imagem da mais sinistra figura politica da democracia portuguesa.
Um arquitecto (Saraiva) reciclado em  jornalista, director de um semanário intriguista, um dia garantiu que venceria o prémio Nobel da Literatura. Como ninguém se lembra sequer do titulo do primeiro livro que publicou decidiu jogar outra cartada: lançou um livro onde revela inconfidências de cariz sexual de políticos (alguns deles já falecidos) e convidou, para o apresentar, um ex primeiro ministro que durante quase cinco anos fornicou milhões de portugueses.
Sendo o primeiro jornalista "vendido" à opinião pública como especialista em economia da SIC, canal de televisão do militante número 1 do partido liderado pelo ex Pm que vai apresentar  o livro do Saraiva;
Sendo o segundo jornalista conhecido por fabricar notícias falsas para favorecer uma amiga de Cavaco Silva nas legislativas de 2009;
Sendo o terceiro jornalista um ex director de um semanário do militante nº1, alguém se espanta que o juiz que tem a seu cargo o processo Marquês onde alegadamente estará envolvido José Sócrates, tenha sido entrevistado na mesma semana pelo Expresso e pela SIC ( que estava no aeroporto à espera da chegada de Sócrates na noite em que ele foi preso), órgãos de comunicação social cujo proprietário é o militante nº1 do PSD?