quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E se a Alemanha saísse do euro?

A hipótese foi levantada por João Ferreira do Amaral e parece-me ter alguma lógica.
Argumenta o economista, que, no caso de o Syriza conseguir algumas das suas pretensões, a Alemanha pode cansar-se e sair do euro, arrastando consigo alguns países do norte da Europa.
Vale a pena lembrar que a Alemanha nunca foi grande entusiasta da moeda única e só aceitou aderir, quando viu que poderia obter alguns benefícios.
Como  um  puto que não gosta de jogar Monopólio, mas se deixa convencer, perante a insistência dos amigos, Merkel acabou por se  entusiasmar, quando constatou que ganhava sempre.
Até que um dia perde um jogo e começa a irritar-se.
Quando está preste a perder o segundo, abandona o jogo e vai para casa amuado.
Depois de ter perdido o braço de ferro com o BCE e ver o Syriza ganhar as eleições na Grécia, Merkel vai enfrentar dois desafios que não pode perder : as eleições em Espanha e em Inglaterra. Se sofrer um revés e a hegemonia que sonha ter na Europa for posta em causa, é muito provável que abandone o jogo definitivamente.
Normalmente, estes meninos birrentos acabam por ter uma vida difícil quando chegam à idade adulta. Talvez seja o que vai acontecer à Alemanha. O problema é que, pelo caminho, vai fazer muitas vítimas e o jogo pode acabar mal.

Perguntem ao gajo !

Maior surpresa do que a candidatura de Figo à presidência da FIFA, é ver a surpresa dos   órgãos de comunicação social tugas.
A Paula Teixeira da Cruz devia ter-lhe telefonado imediatamente para saber como se evitam fugas de informação e aplicar o método para evitar fugas ao segredo de justiça. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Escuta, Zé!





Só te dedico este post, porque decidiste  vir para as páginas dos jornais defender a tua honra, na sequência das criticas que fizeram ao teu trabalho em Atenas. Concordo que algumas são exageradas, mas a verdade é que tal como o teu Benfica em Paços de Ferreira, também te puseste a jeito com as reportagens que fizeste em Atenas.
Conheço bem a Grécia e sei que é verdade o que dizes sobre os falsos paralíticos, os taxistas cegos, os médicos corruptos - meros exemplos da corrupção que mina a sociedade grega. Sei que havia muitos funcionários públicos que nem sequer iam trabalhar.  Limitavam-se a receber o vencimento. Conheci vários nessas condições. Mas tudo aquilo que conheço e critico na sociedade grega, não me confere o direito de generalizar e perentoriamente garantir que os gregos são corruptos e preguiçosos.
Terás  de reconhecer que não foste isento. Poderá ter sido azar meu, ou excesso de pontaria, mas nos apontamentos que fizeste de Atenas nunca te ouvi referir que os desempregados não têm subsídio de desemprego e que ao fim de três meses sem trabalho, as pessoas deixam de ter acesso aos serviços de saúde. Escondeste a miséria em que vive grande parte da população grega. Fizeste orelhas moucas e fechaste os olhos ao que não te interessava para a narrativa que querias impingir aos telespectadores da RTP.
Não o fizeste por incompetência. Foi  má fé ,  desonestidade intelectual ou, então, porque de tantos livros escreveres, já  confundes a tua profissão de jornalista com a de escritor ( na minha modesta opinião mauzinho, devo dizer) . O que reportaste desde Atenas, não foi a verdade. Foi a tua verdade. Aquela que impinges aos teus leitores ( com sucesso, devo reconhecer) nos teus livrecos de cordel. Prestaste um mau serviço aos portugueses mas, acima de tudo, à televisão que te paga o direito ao devaneio e, até por isso, devias respeitar.
Como cidadão, podes dizer tudo o que te apetece. Como jornalista, enviado especial de um canal de televisão ( ainda por cima público) deves limitar-te a dizer a verdade. Não “a tua” verdade.
Tu sabes bem que o Syriza não é um partido de extrema esquerda radical, mas não hesitaste em transmitir essa mensagem, estilo “ Maria vai com as outras”. No entanto, nunca te ouvi uma palavra de repúdio ao Aurora Dourada. E já agora que tens a dizer dos partidos que impuseram austeridade cega a gregos e portugueses? São moderados?
Chegaste a ser ridículo quando  expressaste o desejo de que  os gregos ainda tivessem um lampejo de bom senso de última hora e não votassem no Syriza. Isso não te dignifica nem um bocadinho. Bem pelo contrário.  Chegou a hora de te decidires se queres ser escritor ou jornalista, Zé. Não é que sejam actividades incompatíveis, tu é que as tornas incompatíveis na tua condição de Homem Duplicado. Se queres que te dê a minha opinião, penso que és melhor jornalista do que escritor, mas acredito que aufiras mais rendimentos dos livros do que do jornalismo, pelo que deveria ser fácil optares. Só que é o jornalismo que te fornece material para os livros que escreves, pelo que deixar o jornalismo seria secar a fonte em que te inspiras.
Azar teu! 
Não podes é continuar a ser cabotino e a desprestigiar o jornalismo.

Presumo que já estejas a preparar um novo livro para o Natal, que tenha como pano de fundo a Grécia. Podes começar a escrever o guião quando regressares a Lisboa num dos próximos voos. Mas vê lá se deixas de sonhar com sopa de peixe feita com leite de mamas ( que sonhos tens, Zé!) e consegues descrever uma relação sexual sem caires no ridículo. Já agora, se me permites um conselho, não te esqueças de trazer uma caixinha de bombons da free shop do aeroporto para a Cristina Esteves. É que a forma arrebatada como ela te defendeu, perante as críticas de José Manuel Pureza, merece uma recompensa.  

E se não for incompetência, mas sim vingança programada?

O DN de ontem noticiava que o juiz Carlos Alexandre escreveu, no despacho que determina a prisão preventiva de Sócrates," a medida aplicada , a pecar, não é por excesso".
Sinceramente, não acredito que isso seja verdade porque, a confirmar-se , quer dizer que Carlos Alexandre enlouqueceu ou, na melhor das hipóteses, é um canalha.
De qualquer modo, lamento o silêncio em volta desta suspeição. Porque não é só um juiz que está em causa. É a justiça no seu todo. Quando um juiz considera que a prisão de alguém baseada em suposições é uma medida demasiado branda, não estamos a regressar ao fascismo. Estamos perante o livre arbítrio nas decisões judiciais. Lamentável, por isso, que Carlos Alexandre não tenha reagido imediatamente e negado a veracidade da notícia. Deixar que a opinião pública formule a convicção de que um super juiz enlouqueceu, ou age por vingança, é demasiado grave para que ele se remeta ao silêncio.
Aqui chegado, não resisto a ser um pouco mais maquiavélico. E se o escândalo da colocação dos professores, o colapso do Citius, o descrédito da justiça no seu todo, as fugas de informação e o caos na Saúde não forem erros resultantes da incompetência dos ministros, mas algo programado que visa desacreditar o sistema democrático e empurrar o país para uma deriva totalitária?
A hipótese pode parecer maquiavélico mas analisando a actuação do PR neste segundo mandato ( é bom nunca esquecer que ele  declarou, por escrito, sentir-se bem no regime do Estado Novo) e o espírito de vingança sempre presente em Passos Coelho, nas medidas que toma para empobrecer e humilhar os portugueses, não me parece totalmente descabido acreditar  na sua veracidade. Como lembra a defesa de Sócrates no recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa : " (Vivemos) Tempos perigosos em que um juiz se permite julgar insuficiente a prisão de um presumido inocente".

40 graus à sombra



Ainda faltam algumas semanas  para o dia de S. Valentim, mas a noite de 14 de Fevereiro promete ser tórrida, se as expectativas se confirmarem.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A inversão de papéis numa Europa podre

Assinalam-se hoje 70 anos da libertação dos prisioneiros de Auschwitz. Estarão presentes muitos lideres europeus mas Putin, o presidente da Rússia cujo exército foi responsável pela libertação, não foi convidado. Ou seja : os carcereiros vão comemorar com os prisioneiros sobreviventes, mas quem os libertou não estará presente.  
Setenta anos depois os líderes europeus decidiram inverter os papéis, transformando os algozes em libertadores e o libertador em mau da fita, sem direito a ficar na fotografia. 
Uma Europa neste estado não augura nada de bom... Os selvagens que a lideram  são autistas sem memória, sem vergonha e sem respeito pelos cidadãos europeus.  Como diz Esther Mucznick, em muitas cabecinhas permanece o mesmo pensamento dos nazis. Eu acrescentaria que muitas dessas cabecinhas são lideres europeus.  
Entretanto, logo à noite, deve valer a pena ver o documentário "A noite cairá". É na RTP 1, às 23h30m. 

Qual é o espanto?

Está toda a gente muito admirada porque o Syriza se aliou com um partido de direita. Com o exagero do costume, alguns jornalistas e comentadores apressaram-se dizer que a Grécia vai ser governada por uma coligação entre um partido de esquerda radical, com outro de direita radical. Diria que são opiniões radicais. Mas adiante... 
O que eu não percebo é a razão de tanto espanto. Basta olhar para a nossa História recente e encontramos uma aliança espúria entre o Bloco de Esquerda e o CDS para derrubar um governo socialista e muitos dos comentadores e jornalistas que hoje se espantam com a aliança grega, estiveram na fila da frente a aplaudir a decisão.
Há uma grande diferença? Pois há. Por cá tivemos uma coligação negativa que prejudicou os portugueses. Na Grécia, mesmo que a aliança  dê mau resultado e não passe de um grande susto, vai obrigar a senhora Merkel e as instâncias europeias a rever as suas posições sobre a austeridade, com influência positiva no modus vivendi dos gregos.

Entretanto, em Portugal

Enquanto andavamos todos distraídos com as eleições gregas, a PT foi vendida aos franceses da Altice. 
Depois de ter sido privatizada, aquela que era uma das mais emblemáticas empresas portuguesas começou a cair a pique e, após Passos Coelho ter alienado a golden share, entrou em roda livre.
Ficou provado que os gestores privados são muito melhores do que os públicos e o liberalismo de Coelho e comandita é uma forma expedita de vender um país a grupos com interesses obscuros, sem que os governantes sejam responsabilizados por isso.
A privatização da PT deixa antever o destino, a breve prazo, de empresas como a TAP, os CTT ou a EDP.
Bem pode limpar as patas à parede, o coelho da Al(t)ice no País das Maravilhas.

Não acredito!

Ele era lá capaz de fazer uma coisa dessas! Portas mete girl no banco

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Deixa-te de tretas, Violetta

A reacção do governo e dos partidos que o apoiam foi unânime: não somos a Grécia. Não precisavam de perder tempo a explicar-nos. Já todos sabemos, há muito tempo, que Portugal não é a Grécia. 
Se Portugal fosse a Grécia, teria um governo três dias após as eleições;
Não teria um presidente a ameaçar que se os partidos não se entenderem, não haverá governo;
Teria um governo que se preocupasse com as pessoas e não um grupo de lambe botas que, seguindo o exemplo de Durão Barroso, está a tratar da sua vidinha e borrifando-se para o país;
Teria um governo que não vendesse o país a retalho o património do país a interesses privados;
Teria um povo que se revoltaria por estar a ser roubado e exigiria saber quem beneficia com as privatizações;
O pavilhão Atlântico, ou Meo, ou o raio que o parta, não se encheria de miúdos para ver a Violetta, porque não haveria famílias a pagar 500€ por um bilhete nas primeiras filas.

Pior do que cuspir na sopa

O lacaio de Merkel foi hoje à Universidade Católica dizer aos jornalistas  que "Grécia não pagar a dívida é conto de crianças".
Ainda ontem ouvi  Tsipras  dizer que queria pagar a dívida, pelo que devo concluir que Passos Coelho ou está de má fé, ou tem dificuldade de interpretação,  ou esteve a servir de porta-voz da Merkel.
A única consolação é que, dentro de meses, PPC vai engolir tudo aquilo que hoje disse mas, com a lata dos  badalhocos sem escrúpulos virá dizer, como disse em relação às medidas do BCE, que sempre defendeu a solução encontrada para aliviar a dívida grega.
Um pm como o que desgoverna, delapida o património do país, se curva perante a Alemanha e é um mentiroso compulsivo, mete-me mais nojo do que cuspir na sopa.

Bué de fixe

Prisioneiros tiram selfies na prisão e colocam-nas no FB. O ar bem disposto revelado por todos demonstra que a vida na prisão é bué de fixe. 
Não só se divertem, como ainda podem coordenar/programar actividades criminosas a partir da cadeia.
Já Sócrates, esse  criminoso de alto risco, não pode ter um cachecol do Benfica. Nem umas botas de cano alto ou um edredão. Compreende-se. Os presos devem ser tratados com equidade e obhjectos como um cachecol, umas botas ou um edredão além de serem um privilégio, põem em risco a segurança da prisão.



Perdoai-lhes senhor!

Roubado no FB

Segundo o deputado do PCP, Manuel Tiago, a burguesia infiltrou-se no Syriza e deu um novo balão de oxigénio ao capitalismo.
Sacanas dos burgueses! Sempre a fazer mal ao povo. Em vez de votarem no PC grego, que os poderia tirar do atoleiro em que a Grécia está, foram enfileirar o capitalista Syriza, remetendo os comunistas para o 5º lugar, atrás do Aurora Dourada e do recém criado Rio.
Depois  de José Rodrigues dos Santos nos ter esclarecido que os apoiantes do Syriza eram todos taxistas paralíticos, Manuel Tiago foi mais profundo: são paralíticos, mas  burgueses.
Afinal, a Grécia não está assim tão mal como nos fizeram crer. Um país com 36% de burgueses- mesmo  paralíticos-  a única coisa que tem de exigir à Europa é que o ajude a criar condições para melhorar o sistema de saúde.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A Europa vai mudar?

Não tem outra alternativa. Pelo menos em relação à Grécia, vai ter de fazer algumas cedências. Se optar pelo braço de ferro e obrigar a Grécia a sair do euro, a Europa desmembra-se. Com todas as consequências que se adivinham e já conduziram a uma guerra mundial.
Mas se as coisas mudarem para a Grécia, não significa que melhorem em Portugal. Pelo menos enquanto tivermos este governo de lambe botas, nitidamente descoroçoado com a vitória do Syriza e a pedir à Europa mais vergastadas nos malandros dos portugueses  para que continuem a ser alunos obedientes e exemplares.

Viagem à Grécia entre Moussakas e Maranhos

Hoje, todas as atenções estão viradas para os resultados das eleições na Grécia. Dentro de poucas horas saberemos se no país berço da democracia se acende uma luz que ainda possa salvar a Europa do descalabro.
Estava eu nestas cogitações quando me lembrei de um almoço em Ponsul, com quatro Jovens JEEP ( Jovens Empreendedores de Elevado Potencial)  onde a  Grécia entrou à hora da sobremesa. Podem ler aqui.
No final, talvez  se interroguem como eu. Três anos depois ainda pensarão assim?

O sonho comanda a vida


Votos de bom domingo e que logo à noite esta canção ecoe pela Europa. 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Ainda que mal pergunte




Na sequência do post anterior, aqui fica uma pergunta. Em vossa opinião, qual destas mães gerará filhos mais inteligentes?

Em defesa do Papa Francisco



Muita gente se indignou com as afirmações do Papa Francisco sobre a reprodução dos coelhos, mas ele está cheio de razão. Até porque as coelhas não têm rabos e ancas largas, nem são muito curvilíneas, por isso, não podem gerar filhos inteligentes.
Querem um exemplo para melhorar a qualidade dos governos? Só deviam ir para lá filhos de mães assim.

Passos Coelho descobriu a sua vocação

Foi à Feira do Fumeiro, em Montalegre, encher chouriços.
Afinal foi isso que ele fez toda a vida.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Bibó Porto (34): Já pensou em dormir num mercado?

Se não pensou, tem agora essa oportunidade.
Em pleno mercado do Bom Sucesso ( de visita imprescindível para quem aprecia os mercados da Ribeira ou de Campo de Ourique)




Abriu o Hotel da Música




Pode apenas tomar um copo no Bar Pavarotti  e apreciar o lounge


Mas se quiser dormir num hotel com design diferente, pode escolher o andar 
 temático ( Soul, Fado, Pop e Música Clássica) e, quando entrar no quarto, talvez até tenha na parede os acordes da sua canção preferida.



Localizado na Boavista, a poucos metros da Casa da Música, o Hotel da Música proporciona uma experiência diferente.  Perto de uma estação de metro, em 7 minutos está na Baixa para entrar na "movida" dos Clérigos.
Tem bons restaurantes nas imediações, um centro comercial arejado e está a poucos minutos de automóvel do coração da Foz.

Cambalachos à grega




É um vale tudo para que o Syriza não vença as eleições na Grécia.
Mais de cem mil jovens  que fizeram 18 anos em 2014 estão impedidos de votar no próximo domingo, porque o governo recusou-se a fazer a actualização dos cadernos elitorais.
Juncker, Lagarde e Merkel têm feito ameaças mais ou menos veladas aso gregos, "avisando-os" que a vitória do Syriza pode obrigar a Grécia a sair do euro.
Ontem, quando o BCE anunciou que ia por as rotativas a funcionar para injectar dinheiro na economia , pensei que a data fora escolhida para dar apenas um sinal aos gregos, mas hoje percebi que Draghi também não se escusou a "molhar a sopa" ao anunciar  que, pelo menos até Julho, não haverá compra de dívida grega.
Se nada disto resultar, não me espantará  se no domingo houver um cambalacho à moda dos tempos do Botas, com mortos a votar na Nova Democracia.
Este desespero tem uma vantagem. Qualquer grego ( e europeu) inteligente perceberá que há realmente alternativa à política de austeridade e que a vitória do Syriza é a única possibilidade de mudar os caminhos da Europa.
Lá para o Outono, se as sondagens continuarem a colocar o PODEMOS como o partido mais votado em Espanha, assistiremos a um remake do que se está a passar agora em relação à Grécia e que obviamente influenciará as eleições em Portugal.
A Europa pretende  impedir a todo o custo a alteração do panorama partidário dos interesses instalados. Mas é uma questão de tempo. A mudança pode ser adiada, mas não tardará até que uma onda de indignação e revolta varra os protagonistas desta  selvajaria liberal. 

Uma denúncia grave



Ontem, na TVI, Manuela Ferreira Leite  acusou  Maria Luís Albuquerque  de colocar entraves à admissão de 200 novos médicos ( um processo que se arrasta há quase um ano) mas ser  célere a contratar funcionários para as Finanças. Segundo a comentadora da TVI, o processo de admissão de 1000 novos funcionários para o ministério decorreu em escassos dias.
A ser verdade a actuação de Marilú é de uma extrema gravidade. Não só porque confirma que o governo está mais preocupado em cobrar impostos, do que em salvar vidas, mas também porque demonstra que a ministra das finanças está a utilizar o cargo em benefício do ministério onde era funcionária, antes de ser nomeada ministra. Como já se percebera quando anunciou a criação de uma careira especial para 300 funcionários das Finanças.
Se Marilú é assim tão expedita no favorecimento do seu ministério, imagine-se como será quando se trata de favorecer empresas. As mentiras da ministra sobre as swaps, na comissão de inquérito da AR ajudam a perceber muita coisa. 


A canção da Primavera

Mário Draghi prometeu pôr as rotativas a funcionar e lá para a Primavera, vai ser injectado dinheiro na economia
Aventurados aqueles que acreditam que depois da austeridade que conduziu ao empobrecimento e à miséria virá o Eden  e com as medidas anunciadas pelo BCE  florirá um país próspero, moderno e mais justo  onde a riqueza será repartida com mais equidade.
É bom nunca esquecer que a única flor que floriu na apregoada Primavera Árabe, foi um monstro chamado ISIS.
Por cá talvez floresçam, pujantes, mais algumas Tecnoformas. e ONG paralelas, para satisfazer clientelas partidárias. 
A crise não se ultrapassa apenas com dinheiro. Embora seja importante, pouco mudará enquanto a Europa não adoptar um modelo social mais justo e solidário.