domingo, 10 de dezembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (81)


Tal como ano passado, durante a época natalícia esta rubrica será preenchida com postais de Boas Festas.
O postal que escolhi para iniciar a época este ano foi-me enviado em 1972 por uma amiga, hospedeira da TAP, que poucos meses antes cumprira o seu sonho de ser hospedeira de bordo.
É um postal original. Fechado, tem o aspecto que se vê na imagem de cima mas, quando se abre, entramos no interior de um avião da TAP onde, ao que parece, os Pais Natal eram muito bem tratados.

Tenham uma boa semana, mas não gastem o subsídio de Natal a comprar porcarias, ok?

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

AVISO AOS LEITORES



Estou em obras de reconstituição ou, se preferirem, de revitalização ( mas sem o apoio de fundos comunitários).
 Preciso de novo vestuário para  proteger o equipamento mas, como já todos sabemos, os alfaiates e a  malta da construção civil nunca cumprem os prazos, por isso, não sei dizer quanto tempo ainda estarei ausente.
Voltarei logo que possível.
Fiquem bem!

domingo, 3 de dezembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (80)

Postal recebido em 1959 de minha madrinha, após um acidente doméstico que me afastou definitivamente da bricolage.
Tenham uma boa semana

domingo, 26 de novembro de 2017

Memórias de uma noite de terror




O ano de 1967 foi bastante seco mas, nos primeiros dias de Novembro, começaram a cair as primeiras chuvadas e, na noite de 25 para 26, a região de Lisboa foi atingida por chuva intensa.
De Cascais a Alenquer, o panorama de destruição e morte era desolador. Eu tinha vindo viver para Lisboa há menos de um mês e aquela noite deixou-me apavorado, mas ainda com capacidade para responder ao apelo de apoio às vítimas, prontamente organizado por milhares de jovens.
Apesar dos esforços do Estado Novo em minimizar a tragédia, calcula-se que tenham morrido mais de 700 pessoas.
Naquele ano de 1967, as inundações deixaram a nú a miséria em que viviam muitos milhares de portugueses na região de Lisboa.
Cinquenta anos depois o país está  em seca extrema, foi fustigado por uma vaga de incêndios durante o Verão e não estão previstas grandes chuvadas até final do ano, mas vale a pena recordar os dias de terror daquele  ano de 1967, vendo as imagens do vídeo acima e também  nesta excelente reportagem de Dina Soares e Joana Bourgard. para a RR.

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (79)


Florença em 1978

sábado, 25 de novembro de 2017

Memórias em vinil (CCC)


Para esta noite de sábado deixo-vos duas memórias de Rui Veloso.
Para quem não dispense um pezinho de dança, convido-os para  " O Baile da Paróquia"
Para os que preferirem um serão mais intimista, deixo um convite para "O Bairro do Oriente"


Seja qual for a vossa escolha, desejo-vos um belo serão e um excelente domingo.

Lição da semana

Se aprenderes a viver sem stress, gozas a vida a dobrar.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Memórias em vinil (CCXCIX)

E  quem é que não ficava  com um brilhozinho nos olhos à sexta feira, quando começava a preparar o fim de semana?
Boa noite!

Será impressão minha?

Serei só  eu a pensar que António Costa "perdeu o Norte" desde os incêndios de Outubro?
É que nos últimos tempos é "cada cavadela, cada minhoca".  O homem não acerta uma!

O último "crime" de Trump



Após o devastador sismo que atingiu o Haiti em 2010, provocando mais de 100 mil mortos, Obama concedeu um estatuto de protecção temporária aos haitianos que procuraram refúgio nos EUA e aí tentaram refazer as suas vidas.
Cerca de 60 mil  haitianos - dos mais de 3 milhões afectados pelo sismo -  beneficiaram  desse estatuto, mas esta semana Trump decidiu acabar com esse benefício e estabeleceu um prazo de 18 meses para que possam obter um estatuto de residência.
É conhecida a política de Trump em relação aos imigrantes, pelo que deverá ser bastante reduzido o número de haitianos que conseguirão obter esse visto.
Poderão alguns argumentar, por outro lado, que 7 anos com o estatuto de protecção temporária é tempo suficiente para a reconstrução do Haiti. Lembro, no entanto, que além de ser o país mais pobre do mundo, durante o último Verão o Haiti foi devastado  pelos furacões Irma e Maria, deixando o país e seus habitantes em situação dramática.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Memórias em vinil (CCXCVIII)


Talvez não tenham saudades dos Trovante, mas quase aposto que sentem saudades daqueles anos. Boa noite.

O drama,a tragédia o horror...



Como se o resto do país não existisse,  é pelo meridiano dos gabinetes espalhados pela capital  que pessoas que não conhecem o país a norte do eixo Montejunto/ Estrela, tomam decisões que afectam centenas de milhares de pessoas no país inteiro.
Manifesto sempre concordância quando ouço as pessoas protestarem contra o excesso de centralismo em Lisboa, ou a desertificação do interior. Garanto-lhes o meu apoio, mas ciente de que as coisas não mudarão.
Sempre que um governo pensa descentralizar o Estado, levanta-se um coro de indignados. Alapados nos gabinetes, acomodados à vidinha na capital, intervalada com uns fins de semana prolongados no Algarve, ou a ida anual à terrinha, os lisbogueses insurgem-se contra ideia de descentralizar um serviço público. Como está a acontecer por estes dias com o Infarmed.
O país não muda porque os portugueses não mudam e, na verdade, ninguém na política, nem a trabalhar para o Estado, está interessado em que as coisas mudem. Na capital é que se está bem. A ideia de ir trabalhar para longe dos centros  da intrigazita e dos joguinhos de bastidores que garantem as promoções, aterroriza qualquer funcionário público, seja ele médico, professor, ou técnico do Estado.
A ideia de mudar de residência e de hábitos ( mesmo que isso implique uma melhoria do nível e da qualidade de vida) é um drama, uma tragédia, um horror, para qualquer trabalhador assalariado neste país.

Sai um cefalópede à lagareiro para a mesa 4, sff...

Os árbitros ameaçam fazer greve na 14ª jornada da I Liga se não forem satisfeitas as suas reivindicações.
Entre elas, a proibição de usar palavras como "polvo",  "padre" ou "apito dourado".
Pela minha parte não vejo problema.  Passo a comer  " cefalópede à lagareiro",  a confessar-me ao senhor prior e substituo os apitos por assobios. 
 Devo dizer que  as exigências dos árbitros são, na generalidade, muito pueris, mas  a reivindicação vocabular deixou-me a pensar se não terá sido mesmo iniciativa dos filhos dos homens do apito. Perdão, do assobio!
Sinceramente, também não percebo por que razão os árbitros não querem proibir as palavras "meia de leite" ou "fruta", mas ainda bem, porque assim, sempre posso continuar a levar  meia de leite e uma peça de fruta para comer à sombra deste eucalipto..

Ó tempo volta p'ra trás

Pela enésima vez lembro os leitores que entendo perfeitamente a luta dos professores. Isso não impede, porém, que critique as suas pretensões.
Não era preciso o PR vir lembrar-lhes que o tempo não volta atrás.  
Os professores têm obrigação de saber  que, assim como depois de um incêndio, ou de uma cheia,  as áreas afectadas pela catástrofe não voltarão a ser as mesmas, também será impossível recuperar, para efeitos de progressão na carreira,  o tempo que lhes foi roubado.
A insistência na recuperação desse tempo é, além de impossível, uma  pretensão egoísta e injusta. Os professores não têm o direito de exigir para eles o que não pode ser dado a outros funcionários públicos.
Compreendo que Mário Nogueira queira mostrar músculo, depois da derrota do PCP nas autárquicas. Não aceito que utilize os professores como arma de arremesso, nem entendo que os professores se deixem manipular como marionetas numa luta política, mascarada de reivindicação laboral. Isso denota falta de inteligência. Se assim não for, então é egoísmo puro. Em ambos os casos, os professores ficam mal na fotografia.