sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXI)


Quem não se recorda deste grande sucesso dos Credence Clearwater Revival? 
Boa noite e bom fim de semana

Para bom entendedor...

Afiança a SIC que o relatório do LNEC garante que a segurança dos adeptos nunca esteve em perigo. Então por que razão foi suspenso o jogo? Porque os jogadores do Estoril já não podiam com  um gato pelo rabo e precisavam de descansar, tirando assim vantagem de um adiamento desnecessário. 
Há quem chame a isto "verdade desportiva"
Em tempo: antes que os idiotas do costume venham fazer comentários alarves, sugiro-lhes que leiam o regulamento das competições, ok?
Até lá, os comentários neste post serão moderados.

Igualdade de género?





A RTP escolheu estas  quatro mulheres para apresentar o Eurofestival. Nada a opor. São quatro mulheres lindas e se as canções forem foleiras ( como é habitual) pelo menos olhar para elas é um regalo para a vista.
Não resisto, porém, a colocar uma questão à CIG. Isto não viola as regras da igualdade de género?
E já agora, só mulheres brancas, porquê?
Se alguém puder responder, agradeço.

Já quase me esquecia...

... de dizer que, apesar de me ser indiferente a peleja eleitoral no seio da Laranja Mecânica, espero que a vitória de Rui Rio contribua para restituir ao PSD alguma dignidade e decência que perdeu durante o consulado coelhista.
No entanto, ao ver o que se passa a nível da bancada parlamentar, temo que o PSD continue a chafurdar na lama em que Passos Coelho o atolou.
Hugo Soares apoiou Santana Lopes, mas mantém-se agarrado ao lugar de líder parlamentar.Só quem não tem um mínimo de decência como Hugo Soares, é que não coloca o lugar à disposição.
Foi este o legado que Passos Coelho e a corja que o rodeava deixou na S. Caetano à Lapa. E, por favor, não me venham dizer que os partidos e os políticos são todos iguais. Não são.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCX)

Os Bee Gees não eram muito apreciados em Portugal, mas tinham inúmeros fãs nos países anglo saxónicos.
Quando este tema começava tocar nos bailes, logo era traduzido  para "Só tens paleio", mas foi um dos maiores sucessos da banda.

O Pilarete

A falta de civismo é mais poderosa que um pilarete


É muito desagradável à vista o espectáculo dos pilaretes plantados nos passeios para impedir os/ as condutores/as de estacionar em cima dos passeios, obstruindo a passagem de peões.
Normalmente, quem assim age tem uma noção de civismo que não ultrapassa o seu umbigo e confunde liberdade com falta de educação, por isso nem sequer lhes passa pela cabeça que estão a invadir a esfera dos direitos dos peões e que um cidadão que se desloque em cadeira de rodas, ou alguém que transporte um carrinho de bebé, por exemplo, terá de ir para a faixa de rodagem para poder passar.
Num país civilizado, esta falta de educação resolver-se-ia com multas pesadíssimas, suficientemente dissuasoras para os infractores. 
O problema é que, por cá, a comunicação social lança logo uma campanha contra a "caça à multa". Além disso, existe um grupo de advogados especializados em contestar multas  e o sistema de cobrança é tão obsoleto que a maioria delas prescreve. 

Bola de Neve




Sucedem-se os casos de irregularidades financeiras nas IPSS. Depois da Raríssimas e da Fundação "O Século", ontem a SIC revelou a existência de possíveis irregularidades que estão a ser investigadas numa IPSS do Seixal.
Volto a este tema, porque me é muito caro, pois há mais de uma década que luto pela transparência no sector da Economia Social.
Não ignoro a importância destas instituições no tecido social  português, mas reitero a necessidade de uma rigorosa fiscalização da sua actividade, que garanta transparência nas contas.
Não podemos continuar a assobiar para o lado e fingir que são coisas de somenos importância. A revista VISAO  da semana passada trazia uma reportagem sobre a acção da Maçonaria na Fundação Século, que nos devia deixar a todos preocupados.
A solidariedade e credulidade dos portugueses não pode ser aproveitada por famílias e grupos de interesses para enriquecer ou criar sistemas entretecidos de troca de influências.
Por exigência do CDS, foi dada roda livre às IPSS, durante o governo dos Pafiosos, mas é altura de colocar um travão aos desmandos que alimentam muitas delas.
As denúncias que têm sido feitas nas últimas semanas abriram os olhos à Segurança Social que parece estar agora mais atenta às irregularidades. Se assim for, estou certo que muitos outros casos virão a público, colocando em causa a credibilidade de toda a rede de IPSS.
Será injusto pensar que todas vivem na ilegalidade, mas também não podemos continuar a fechar os olhos a estas situações, com o pretexto de que as IPSS desenvolvem um trabalho meritório, essencial na sociedade portuguesa.
Isso seria aceitar as irregularidades ( para não dizer fraudes e desfalques) praticadas por gente sem escrúpulos que se aproveita da inoperância do Estado e da boa fé de milhares de portugueses.

Estavas (linda?) Inês posta em sossego

A Inês Herédia insulta Catherine Deneuve por discordar dela, mas esse não é o cerne da questão. O problema  mais grave é trata-la como se fosse mentecapta, usando expressões rasteiras e insidiosas e, acima de tudo utilizando um discurso palavroso e desarticulado.
Se é com missivas destas que elas querem que apoiemos as suas causas, aviso que para esses filmes fundamentalistas e asininos já dei e a única coisa que tenho a acrescentar é: IDE BUGIAR!
Ora ide ler este disparate. Ide!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCIX)

Um extraordinário sucesso que perdurou durante vários anos, este tema interpretado por Richard Harris

2077- 10 segundos para o futuro



Hoje vale a pena escrever sobre uma série documental de excelência que está a ser exibida pela RTP às terças feiras, logo a seguir ao Telejornal.
Produzida pela própria RTP, 2077- 10 segundos para o futuro faz uma viagem a um futuro bem próximo, que os mais jovens terão oportunidade de testemunhar.
Como seremos, em que tipo de sociedade viveremos, quais os grandes problemas e desafios que as gerações vindouras irão enfrentar? Será possível viver na Terra? E quais são as alternativas? Como serão as cidades do futuro? Depois de um período de abundância, como irão os nosso filhos  conviver com a escassez de água ou de alimentos? Qual o impacto da  Inteligência Artificial no nosso quotidiano e no mercado de trabalho?
Mais do que uma antevisão do futuro, 2077 dá respostas a múltiplas questões  sobre o legado que vamos deixar às novas gerações e coloca uma questão fulcral: as nossas escolhas de hoje vão condicionar o futuro.
Num tempo em que, a propósito de questões económicas e financeiras, muito se fala sobre o legado que vamos deixar aos nossos filhos e netos, 2077 obriga-nos a reflectir sobre o estado em que lhes deixaremos o planeta.
Os três programas já exibidos comprovam que estamos perante uma série que é uma lufada de ar fresco no panorama televisivo nacional. Apoiada em testemunhos e depoimentos variados de reputados cientistas, sociólogos, filósofos, economistas, ambientalistas e muitos outros conceituados especialistas em diversas áreas, a série mostra-nos uma realidade  ainda escondida, mas prestes a explodir para modificar as nossas vidas num prazo de duas ou três décadas. O mais impressionante é que já convivemos com uma boa parte dessa realidade,mas ainda não nos apercebemos.
Na próxima semana será exibido o último programa. Antes da sua exibição já é possível concluir que, apesar da evolução  tecnológica que irá transformar as cidades, o mercado de trabalho, a mobilidade, os recursos hídricos e energéticos, há também uma involução regressiva. Fomos nómadas, aprendemos a ser sedentários e, no futuro, voltaremos ao nomadismo ( em certa medida, a globalização marcou o início do regresso  ao nomadismo mas, no futuro, a palavra terá um significado muito mais abrangente).
Vivemos em cidades-Estado, evoluímos para o Estado Nação, mas voltaremos a viver em cidades Estado de dimensões gigantescas, onde a mobilidade conhecerá  conceitos inovadores, a arquitectura estará ao alcance de cada um, graças à tecnologia 3D que nos permitirá construir a nossa própria casa, os computadores deixarão as secretárias  e entrarão nos nossos corpos, obrigando-nos a estar cada vez mais interligados.
Ver 2077- 10 segundos para o futuro deixa-nos com a sensação de que o futuro poderia ser maravilhoso, não fora o facto de estarmos a contribuir, com a visão imediatista que temos da vida, para  que tudo saia errado.
Sinceramente, não sei se gostaria de viver nessa época.


Comentadores desportivos

O comentador desportivo é aquele tipo que vê um gajo a ser roubado descaradamente não reage porque não é do seu clube, mas  se a vítima ousar reclamar os seus direitos, aqui d'El Rei que é um oportunista.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCVIII)

Pausa nas memórias de 1968, para homenagear Madalena Iglésias que hoje nos deixou. RIP
Boa noite

Brandos Costumes e muita Fé.

No fim de semana morreram oito pessoas numa sociedade recreativa em Tondela, na sequência de um incêndio.
Parece ser um dado adquirido que as mortes poderiam ter sido evitadas se tivessem sido respeitadas as regras de segurança exigíveis para o edifício. 
Ontem à noite, no Estoril, a bancada de um estádio de futebol cedeu. Não são ainda conhecidas as causas mas, vendo as imagens, parece óbvio que, apesar de o estádio estar licenciado, alguém fez "vista grossa".
Neste país de brandos costumes, "a vista grossa" é recorrente e haverá muitas outras colectividades e estabelecimentos abertos ao público que não funcionam em condições de segurança.
Fiscalizações que não se fazem, vistorias adiadas,condescendência com irregularidades são, infelizmente,bastante comuns, mas a sorte tem estado presente em muitas situações que, recorrentemente, as pessoas rotulam como milagres.
É esta Fé nos milagres salvadores que leva as pessoas a falarem descontraidamente ao telemóvel enquanto conduzem, atirarem uma beata para a estrada, não apertar os cintos de segurança, correrem permanentemente riscos, porque as desgraças só acontecem aos outros. 
Nos últimos tempos, porém, os milagres parecem ter emigrado, enquanto a negligência tem aumentado. É por isso avisado exigir às autoridades que cumpram o seu dever e sejam extremamente rigorosas nas fiscalizações dos edifícios onde funcionem colectividades ou estabelecimentos abertos ao público.
Nem vou invocar a negligência popular nos incêndios de Outubro, mas espero que de uma vez por todas as pessoas que fazem queimadas em circunstâncias proibidas sejam tratadas como criminosas, julgadas e condenadas.
Não podem ocorrer mais situações como as de Tondela. Não pode continuar a política dos "paninhos quentes" para justificar a negligência das autoridades, nem pode haver medo em punir os responsáveis pela falta de manutenção.
Não estou nada optimista, confesso... Continuará a haver associações, lares de terceira idade, jardins de infância, ou  sociedades recreativas onde as normas de segurança, a fiscalização e a manutenção não são respeitadas, porque há uma inabalável Fé em Deus e em Nossa senhora de Fátima.
Como ainda ontem se viu ao querer realizar, hoje, a segunda parte de um jogo interrompido ao intervalo por não haver condições de segurança. Como se num passe de mágica, durante a noite, as condições de segurança regressassem e fosse possível voltar a instalar os 5 mil adeptos desalojados da bancada. A qual- é bom recordar- foi construída apenas há cinco anos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCVII)

1968 foi o ano em que Júlio Iglesias trocou a baliza do Real Madrid pelo mundo da música. A sua estreia foi no Festival internacional da canção de Benidorm. Era o início de um sucesso estrondoso, que nunca teve como jogador de futebol. Outros tempos...  mas ele diz que La vida sigue igual. Tonterias!
Boa noite e boa semana

Um cavalo na Cidade Proibida





Emmanuel Macron foi a Pequim e levou um cavalo para oferecer a Xi Jinping.
É pouco provável que algum dia um qualquer escritor europeu replique “A Viagem do Elefante” de Saramago e escreva um romance  sobre a “Viagem do Cavalo”. 
Embora alguém dotado de  alguma perspicácia possa descortinar  similitudes entre a embaixada de D. João III a Viena e a viagem de Macron a Pequim, o bom senso obriga a reconhecer que  os tempos são muito diferentes e a viagem, embora muito mais longa,  foi feita de avião e com toda a gente a dormir – o que obrigaria a uma grande dose de imaginação para resumir as peripécias em meia dúzia de páginas.
É no entanto forçoso reconhecer que a viagem de Macron a Pequim revelou um grande sentido de oportunidade do presidente francês.
Aproveitando a indefinição governativa em Berlim e a incógnita do Brexit, Emmanuel Macron foi dizer a Xi Jinping que (pelo menos por agora) é ele o dono da bola europeia. Deu especial enfoque às questões ambientais- sem perder a oportunidade de mandar um remoque a Trump-  e, obviamente, concretizou muitos negócios aproveitando a brecha aberta por vários países europeus( Alemanha incluída) com a questiúncula sobre a compra de empresas de sectores estratégicos por parte de empresas chinesas.
Macron não se limitou a conquistar  pontos na área económica e diplomática.  Procurou conquistar  Pequim também através da estratégia dos afectos. Por isso apresentou “credenciais” falando em mandarim  e divulgou mesmo um vídeo onde está a aprender a pronunciar as palavras  em mandarim.
A oferta do cavalo insere-se nessa estratégia.  Quando Xi Jinping visitou Paris,  não se cansou de enaltecer  os 104 cavalos que o escoltaram.  Alguém tomou boa nota disso e transmitiu a Macron, que decidiu presentear o presidente chinês com um cavalo do corpo de elite francês. Nunca tinha sido feita uma oferta igual, mas Macron sabe como é importante para os chineses a linguagem dos afectos para  “embrulhar” bons negócios.
Enquanto recebia o cavalo, ao líder chinês não terá escapado o olhar firme que Macron dirigia para Berlim em jeito de aviso a Merkel:
"Estou em Pequim a conquistar os chineses e, simultaneamente, em Roma, a reunir com os países do sul. A UE falará a uma só voz, mas acabou o tempo em que a Alemanha escrevia o discurso e os outros assinavam por baixo".

As indignadas do CDS



A história da Raríssimas cheira a estábulo que tresanda. Devo dizer que desde o momento em que percebi que Cristas deixara de cavalgar a onda da Raríssimas, suspeitei de um efeito boomerang  que obrigasse a minimizar os danos.
Surgiu então a notícia de  que Teresa Caeiro  pertencera aos órgãos sociais da Raríssimas quando era secretária de estado. A centrista negou mas, dias mais tarde, veio a provar-se que estava a mentir.
Agora, em véspera de fim de semana, o país ficou a saber que o subsídio de 150 mil euros  que Vieira da Silva concedeu à IPSS teve por base um parecer favorável de uma militante do CDS ( Ana Clara Birrento), então presidente do Instituto de Segurança Social.
Este mulherio do CDS tem uma lata do caraças!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Memórias em vinil (CCCVI)

Mantendo a tradição de uma canção romântica para as noites de sábado, aproveito para vos desejar um excelente domingo.
Boa noite! 

Lição da semana

Fernanda Montenegro e Paulo Autran em "A Guerra dos Sexos"

Já não há "Guerras dos Sexos" como havia antigamente